Palavras

timbó

Origem tupi-guarani: 'timbó' (planta que atordoa peixes).

Origem

Período Pré-Colonial

Origem em línguas indígenas sul-americanas, provavelmente do tupi, referindo-se a plantas com propriedades narcóticas usadas na pesca. (corpus_etimologico_indigena.txt)

Mudanças de sentido

Século XVI

Nome de plantas e da substância tóxica extraída delas, usada para pescar. (palavrasMeaningDB:id_timbó)

Séculos XVII - XIX

Termo usado em descrições etnobotânicas e relatos de viagens para descrever a prática de pesca com plantas. (cronicas_colonias.txt)

Século XX - Atualidade

Mantém o sentido original, mas também se refere a estudos científicos sobre seus compostos e aplicações como pesticida natural. (artigos_cientificos_botanica.txt)

Primeiro registro

Século XVI

Registros em crônicas de viajantes e colonizadores europeus descrevendo o uso por populações indígenas. (cronicas_colonias.txt)

Momentos culturais

Período Colonial

A prática de pesca com timbó era uma técnica comum e registrada em relatos históricos, evidenciando a interação entre colonizadores e povos originários. (cronicas_colonias.txt)

Século XX

Menções em estudos etnográficos e antropológicos que documentam o conhecimento tradicional indígena sobre plantas medicinais e de uso prático. (estudos_etnograficos.txt)

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

Debates sobre a sustentabilidade da pesca com timbó, regulamentação de seu uso para evitar sobrepesca e impactos ambientais, e a valorização do conhecimento tradicional versus práticas modernas de controle de pragas. (legislacao_ambiental.txt)

Comparações culturais

Inglês: O conceito de usar plantas para atordoar peixes é conhecido como 'fish poison' ou 'derris', com plantas como o Derris spp. sendo historicamente utilizadas. Espanhol: Termos como 'barbasco' ou 'veneno de peixe' são usados para descrever práticas similares, com diversas plantas locais empregadas. Outros idiomas: Em algumas culturas asiáticas, plantas como o Derris e o Lonchocarpus também são usadas para fins semelhantes, conhecidas por nomes locais específicos.

Relevância atual

A palavra 'timbó' mantém sua relevância no contexto da etnobotânica, da antropologia e da pesca artesanal. É um termo técnico e culturalmente significativo, associado ao conhecimento indígena e a práticas de subsistência sustentável. Sua presença em dicionários e estudos acadêmicos confirma seu status como palavra formal/dicionarizada. (palavrasMeaningDB:id_timbó)

Origem Indígena e Entrada no Português

Período Pré-Colonial - Século XVI: A palavra 'timbó' tem origem em línguas indígenas sul-americanas, provavelmente do tupi, referindo-se a plantas com propriedades narcóticas usadas na pesca. Sua entrada no português brasileiro ocorreu com a colonização, sendo incorporada ao vocabulário para descrever essa prática e a substância.

Uso Tradicional e Início do Estudo Científico

Séculos XVII - XIX: O uso de timbó como ferramenta de pesca continuou sendo documentado por cronistas e naturalistas. Começam os estudos botânicos e etnobotânicos para identificar as espécies e os compostos ativos, como as rotenoides, responsáveis pela toxicidade.

Desenvolvimento de Aplicações e Regulamentação

Século XX - Início do Século XXI: A pesquisa sobre o timbó se expandiu, explorando seu potencial como inseticida natural e pesticida. Houve debates e regulamentações sobre seu uso, especialmente em relação aos impactos ambientais e à pesca artesanal.

Uso Contemporâneo e Preservação

Atualidade: 'Timbó' é reconhecido como um termo da etnobotânica e da pesca tradicional. Continua sendo uma palavra formal/dicionarizada, com menções em estudos acadêmicos, documentários sobre culturas indígenas e práticas de manejo sustentável. A palavra 'timbó' é formal/dicionarizada.

timbó

Origem tupi-guarani: 'timbó' (planta que atordoa peixes).

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