timbo
Origem tupi-guarani: *timbó*.
Origem
Origem Tupi, 'timbó', referindo-se a plantas com propriedades tóxicas, especialmente para pesca. O termo designava tanto a planta quanto a substância venenosa extraída dela.
Mudanças de sentido
Referia-se especificamente a plantas do gênero *Lonchocarpus* e similares, e à substância tóxica extraída para fins de pesca e caça. 'Timbó' era a palavra indígena.
A forma 'timbó' (com acento) tornou-se a mais comum no português brasileiro dicionarizado. O sentido principal permanece ligado às plantas e ao veneno, mas o contexto de uso se expandiu para a botânica e a etnobotânica. O uso prático como veneno para peixes é menos generalizado em áreas urbanizadas, mas o conhecimento sobre a planta e seu uso persiste em comunidades tradicionais.
A palavra 'timbó' (com acento) é formalmente reconhecida em dicionários como nome comum de diversas plantas, especialmente do gênero *Lonchocarpus*, cujas raízes são usadas como veneno para peixes e insetos. O termo também designa a própria substância tóxica. A grafia sem acento ('timbo') pode aparecer em contextos informais ou mais antigos, mas 'timbó' é a norma culta.
Primeiro registro
Registros em crônicas de colonizadores e relatos de viajantes europeus que descreviam as práticas indígenas de pesca com o uso de plantas venenosas, referindo-se a elas pelo termo indígena 'timbó' ou suas adaptações.
Momentos culturais
Descrições em obras de naturalistas e exploradores que documentaram a biodiversidade brasileira e os usos tradicionais de plantas, incluindo o timbó, em expedições científicas.
Menções em estudos etnobotânicos e antropológicos que investigam o conhecimento indígena sobre plantas medicinais e venenosas, consolidando o termo 'timbó' no vocabulário científico e acadêmico brasileiro.
Comparações culturais
Espanhol: Termos como 'barbasco' ou 'veneno de peixe' são usados para descrever plantas com propriedades semelhantes usadas para pescar em algumas regiões da América Latina. Inglês: 'Fish poison plant' ou nomes específicos de gêneros como 'Lonchocarpus' ou 'Derris' (que também contém rotenona, um composto similar encontrado em algumas espécies de timbó) são usados. O conceito de usar plantas para atordoar peixes é encontrado em diversas culturas indígenas nas Américas e em outras partes do mundo.
Relevância atual
O termo 'timbó' é relevante no contexto da botânica, etnobotânica, conservação ambiental e estudos sobre o conhecimento tradicional indígena. A planta e seus compostos (como a rotenona) ainda são objeto de pesquisa por suas potenciais aplicações, embora seu uso como veneno para pesca seja regulamentado e, em muitos locais, proibido devido ao impacto ecológico. A palavra 'timbó' é um marcador da rica biodiversidade brasileira e do legado cultural indígena.
Origem Indígena e Entrada no Português
Período Pré-Colonial a Século XVI — termo de origem Tupi, 'timbó', referindo-se a plantas com propriedades tóxicas usadas para pesca e caça. Incorporado ao vocabulário dos colonizadores portugueses.
Uso Colonial e Imperial
Séculos XVII a XIX — o termo 'timbo' e suas variações são registrados em documentos sobre a flora brasileira e práticas extrativistas. A planta e seu uso como veneno são descritos em relatos de viajantes e naturalistas.
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XX à Atualidade — 'timbo' continua sendo um termo botânico e etnobotânico. A palavra 'timbó' (com acento) é a forma dicionarizada mais comum, referindo-se às plantas e à substância. O uso como veneno para peixes é menos comum em áreas urbanas, mas persiste em práticas tradicionais.
Origem tupi-guarani: *timbó*.