tocos
Origem incerta, possivelmente relacionada a 'toco' (tronco pequeno).
Origem
Do latim 'truncus', que significa tronco, parte cortada, despojada de membros.
Mudanças de sentido
Parte final de um tronco de árvore ou de algo cortado; pedaço de madeira.
Restos de comida; partes insignificantes ou remanescentes de algo consumido ou utilizado.
Partes finais de qualquer objeto; em sentido figurado, o que resta de algo; pode aparecer em expressões como 'toco de vela' ou 'toco de cigarro'.
A palavra 'toco' pode ser usada para descrever partes de plantas que restam após a colheita ou poda, ou em contextos mais amplos para se referir a qualquer fragmento ou resíduo.
Primeiro registro
Registros em documentos de navegação e inventários da época, indicando o uso de madeira e suas partes cortadas. (Referência: Corpus de Textos Antigos da Língua Portuguesa).
Momentos culturais
Uso em relatos sobre exploração de madeira e atividades rurais, indicando a presença da palavra em contextos de trabalho e subsistência.
Aparece em obras que descrevem o cotidiano, a natureza ou objetos do dia a dia, como em descrições de fogueiras, móveis rústicos ou restos de refeições.
Comparações culturais
Inglês: 'stump' (para toco de árvore), 'butt' (para toco de cigarro ou vela), 'remnant' (para restos). Espanhol: 'tocón' (para toco de árvore), 'rabillo' (para toco de cigarro), 'restos' (para restos). O conceito de 'toco' como parte final e cortada é comum em diversas línguas românicas e germânicas, com vocabulário específico para diferentes tipos de tocos.
Relevância atual
A palavra 'tocos' é amplamente utilizada no português brasileiro em seu sentido literal (pedaços de madeira, restos de comida, tocos de vela/cigarro) e em expressões idiomáticas. Sua simplicidade e concretude a mantêm relevante no vocabulário cotidiano, sem grandes ressignificações recentes.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do latim 'truncus', significando tronco, parte cortada. A palavra 'toco' surge no português com o sentido de parte final, pedaço cortado, especialmente de madeira. Sua entrada na língua acompanha a expansão marítima e o uso de madeira em construções e navegação.
Evolução de Sentido e Uso
Séculos XVII-XIX — O sentido se expande para abranger restos de qualquer material cortado ou consumido, incluindo comida. Começa a ser usado metaforicamente para partes insignificantes ou remanescentes. No Brasil colonial, pode ter sido usado em contextos rurais e de exploração de recursos naturais.
Uso Contemporâneo e Diversificação
Século XX-Atualidade — A palavra 'tocos' mantém seus sentidos originais (pedaços de madeira, restos) e ganha novas conotações, como partes finais de algo, ou em expressões idiomáticas. É uma palavra comum no vocabulário cotidiano, presente em contextos informais e formais.
Origem incerta, possivelmente relacionada a 'toco' (tronco pequeno).