Palavras

tolice

Origem incerta, possivelmente do latim 'tollere' (tirar, levantar) ou do grego 'tolma' (ousadia).

Origem

Latim

Deriva do latim 'tolutus', particípio passado de 'tollo', com o sentido de 'tornar insensato', 'louco'.

Mudanças de sentido

Latim

Sentido de 'insensatez', 'loucura'.

Idade Média - Século XVIII

Consolidação em português como 'desatino', 'falta de juízo', 'ação imprudente'.

Século XIX - Atualidade

Mantém o sentido de 'ato ou dito tolo', 'bobagem', 'disparate', com uso coloquial e formal.

A palavra 'tolice' raramente sofreu grandes ressignificações semânticas ao longo do tempo, mantendo-se fiel à sua origem latina. Sua carga semântica é predominantemente negativa, associada à falta de inteligência ou bom senso.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos medievais em galaico-português já demonstram o uso da palavra com o sentido de 'loucura' ou 'desatino'.

Momentos culturais

Literatura Clássica Portuguesa

Presente em obras de Camões e outros autores para descrever ações imprudentes ou personagens com pouca sagacidade.

Literatura Brasileira

Utilizada por autores como Machado de Assis e Guimarães Rosa para caracterizar personagens ou situações.

Música Popular Brasileira

Aparece em letras de músicas, muitas vezes em tom jocoso ou crítico, como em 'O bêbado e a equilibrista' de Aldir Blanc e João Bosco ('A vida é o meu desespero / E a minha única tolice').

Vida emocional

A palavra carrega um peso negativo, associado à vergonha, ao ridículo e à falta de inteligência. É frequentemente usada para diminuir ou desqualificar alguém ou algo.

Vida digital

Presente em redes sociais, fóruns e comentários online, geralmente em contextos de crítica a opiniões ou ações consideradas absurdas ou sem fundamento.

Pode aparecer em memes ou posts humorísticos para descrever situações cotidianas engraçadas ou constrangedoras.

Representações

Novelas e Filmes Brasileiros

Personagens frequentemente são rotulados como 'tolos' ou cometem 'tolices' para criar conflitos cômicos ou dramáticos.

Comparações culturais

Inglês: 'Foolishness', 'nonsense', 'silliness'. Espanhol: 'Necedad', 'tontería', 'disparate'. Francês: 'Sottise', 'bêtise'. Italiano: 'Sciocchezza', 'stupidità'.

Relevância atual

A palavra 'tolice' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo comum para descrever ações ou falas sem sentido, demonstrando a persistência de seu significado original. É usada tanto em contextos informais quanto em discussões mais sérias para criticar a falta de lógica ou bom senso.

Origem Latina e Primeiros Usos

Século XIII - Deriva do latim 'tolutus', particípio passado de 'tollo', que significa 'levantar', 'tirar', 'remover', mas também 'tornar insensato'. A noção de 'insensatez' ou 'loucura' é a raiz etimológica principal.

Evolução Medieval e Moderna

Idade Média - A palavra se consolida em português com o sentido de 'loucura', 'desatino', 'falta de juízo'. Mantém a conotação negativa de algo irracional ou imprudente. Séculos XVI-XVIII - O uso se mantém estável, aparecendo em textos literários e religiosos para descrever ações insensatas ou pecaminosas.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XIX até a Atualidade - A palavra 'tolice' se mantém com seu sentido primário de 'ato ou dito tolo', 'bobagem', 'disparate'. É amplamente utilizada na linguagem coloquial e formal para descrever algo sem sentido, sem importância ou demonstrando falta de inteligência. No Brasil, é comum em diversas regiões e contextos sociais.

tolice

Origem incerta, possivelmente do latim 'tollere' (tirar, levantar) ou do grego 'tolma' (ousadia).

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