tolice
Origem incerta, possivelmente do latim 'tollere' (tirar, levantar) ou do grego 'tolma' (ousadia).
Origem
Deriva do latim 'tolutus', particípio passado de 'tollo', com o sentido de 'tornar insensato', 'louco'.
Mudanças de sentido
Sentido de 'insensatez', 'loucura'.
Consolidação em português como 'desatino', 'falta de juízo', 'ação imprudente'.
Mantém o sentido de 'ato ou dito tolo', 'bobagem', 'disparate', com uso coloquial e formal.
A palavra 'tolice' raramente sofreu grandes ressignificações semânticas ao longo do tempo, mantendo-se fiel à sua origem latina. Sua carga semântica é predominantemente negativa, associada à falta de inteligência ou bom senso.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em galaico-português já demonstram o uso da palavra com o sentido de 'loucura' ou 'desatino'.
Momentos culturais
Presente em obras de Camões e outros autores para descrever ações imprudentes ou personagens com pouca sagacidade.
Utilizada por autores como Machado de Assis e Guimarães Rosa para caracterizar personagens ou situações.
Aparece em letras de músicas, muitas vezes em tom jocoso ou crítico, como em 'O bêbado e a equilibrista' de Aldir Blanc e João Bosco ('A vida é o meu desespero / E a minha única tolice').
Vida emocional
A palavra carrega um peso negativo, associado à vergonha, ao ridículo e à falta de inteligência. É frequentemente usada para diminuir ou desqualificar alguém ou algo.
Vida digital
Presente em redes sociais, fóruns e comentários online, geralmente em contextos de crítica a opiniões ou ações consideradas absurdas ou sem fundamento.
Pode aparecer em memes ou posts humorísticos para descrever situações cotidianas engraçadas ou constrangedoras.
Representações
Personagens frequentemente são rotulados como 'tolos' ou cometem 'tolices' para criar conflitos cômicos ou dramáticos.
Comparações culturais
Inglês: 'Foolishness', 'nonsense', 'silliness'. Espanhol: 'Necedad', 'tontería', 'disparate'. Francês: 'Sottise', 'bêtise'. Italiano: 'Sciocchezza', 'stupidità'.
Relevância atual
A palavra 'tolice' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo comum para descrever ações ou falas sem sentido, demonstrando a persistência de seu significado original. É usada tanto em contextos informais quanto em discussões mais sérias para criticar a falta de lógica ou bom senso.
Origem Latina e Primeiros Usos
Século XIII - Deriva do latim 'tolutus', particípio passado de 'tollo', que significa 'levantar', 'tirar', 'remover', mas também 'tornar insensato'. A noção de 'insensatez' ou 'loucura' é a raiz etimológica principal.
Evolução Medieval e Moderna
Idade Média - A palavra se consolida em português com o sentido de 'loucura', 'desatino', 'falta de juízo'. Mantém a conotação negativa de algo irracional ou imprudente. Séculos XVI-XVIII - O uso se mantém estável, aparecendo em textos literários e religiosos para descrever ações insensatas ou pecaminosas.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XIX até a Atualidade - A palavra 'tolice' se mantém com seu sentido primário de 'ato ou dito tolo', 'bobagem', 'disparate'. É amplamente utilizada na linguagem coloquial e formal para descrever algo sem sentido, sem importância ou demonstrando falta de inteligência. No Brasil, é comum em diversas regiões e contextos sociais.
Origem incerta, possivelmente do latim 'tollere' (tirar, levantar) ou do grego 'tolma' (ousadia).