tópos

Do grego xeros (seco) + phagein (comer).

Origem

Antiguidade Clássica

Do grego antigo 'τόπος' (tópos), significando lugar, espaço, assento, mas também tema, assunto, argumento. Na retórica e filosofia gregas, referia-se aos 'lugares comuns' ou argumentos padronizados.

Mudanças de sentido

Antiguidade Clássica

Sentido original de 'lugar' físico ou conceitual, e 'tema' ou 'argumento' recorrente.

Século XX

Reintroduzida no português com o sentido de 'lugar comum' em teoria literária e retórica, referindo-se a temas ou motivos recorrentes em textos ou discursos.

Atualidade

Mantém o sentido especializado de 'lugar comum' ou 'tema recorrente', com pouca ou nenhuma variação semântica fora de seu nicho de uso.

A palavra 'tópos' não sofreu as mesmas ressignificações populares ou coloquiais que outras palavras. Seu uso permanece restrito a círculos acadêmicos e intelectuais, onde o conceito de 'lugar comum' é fundamental para a análise textual e argumentativa.

Primeiro registro

Século XX

A entrada formal de 'tópos' no vocabulário português, como termo técnico, é observada em publicações acadêmicas e traduções de obras de teoria literária e filosofia a partir da segunda metade do século XX. Não há um registro único e datado, mas sim uma incorporação gradual em textos especializados. (corpus_academic_portuguese)

Momentos culturais

Segunda metade do Século XX

A popularização do termo 'tópos' em estudos literários e culturais, influenciada por teóricos como Ernst Robert Curtius e sua obra 'Literatura Europeia e Idade Média Latina', onde o conceito de 'lugar comum' é central para a análise da tradição literária ocidental.

Comparações culturais

Inglês: 'Topos' é usado de forma similar em inglês, especialmente em estudos literários e retóricos, mantendo o sentido de 'lugar comum' ou tema recorrente. Espanhol: 'Topos' também é empregado em espanhol com o mesmo significado técnico, vindo do grego e utilizado em contextos acadêmicos. Francês: 'Topos' (ou 'topoi' no plural) é igualmente utilizado em francês em campos acadêmicos e teóricos, com o mesmo sentido de lugar comum ou tema recorrente.

Relevância atual

Atualidade

'Tópos' mantém sua relevância como um termo técnico essencial em áreas acadêmicas específicas, como teoria literária, retórica, filosofia e estudos culturais. Fora desses domínios, seu uso é mínimo, sendo uma palavra de vocabulário restrito e especializado.

Origem Grega e Entrada no Latim

Antiguidade Clássica — do grego antigo 'τόπος' (tópos), significando lugar, espaço, assento, mas também tema, assunto, argumento. A palavra grega era amplamente utilizada na retórica e filosofia para designar os lugares comuns, os argumentos recorrentes.

Entrada no Português e Uso Acadêmico

Século XX — A palavra 'tópos' entra no vocabulário acadêmico e intelectual do português, especialmente em áreas como teoria literária, filosofia, retórica e semiótica, muitas vezes mantendo seu sentido grego de 'lugar comum' ou 'tema recorrente'.

Uso Contemporâneo e Especializado

Atualidade — 'Tópos' é uma palavra formal e dicionarizada, utilizada predominantemente em contextos acadêmicos e de pesquisa. Seu uso fora desses círculos é raro, sendo mais comum em discussões sobre teoria literária, argumentação e análise de discursos.

tópos

Do grego xeros (seco) + phagein (comer).

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