troada
Derivado de 'troar'.
Origem
Deriva do latim 'tonitrus', que significa trovão, estrondo. O verbo 'troar' (fazer som de trovão) é a base para o substantivo 'troada'.
Mudanças de sentido
Originalmente, 'troada' é a ação ou o som de troar, sinônimo direto de trovão ou estrondo.
A palavra é formada a partir do verbo 'troar', que por sua vez vem do latim 'tonare' (trovejar). A sufixação '-ada' indica ação ou golpe, reforçando a ideia de um som intenso e súbito.
Emprego para descrever ruídos altos e perturbadores, não necessariamente de origem natural.
Assim como 'trovão' pode ser usado metaforicamente para descrever uma voz potente ou um evento chocante, 'troada' pode ser empregada para sons altos e repentinos em ambientes urbanos ou em eventos barulhentos, embora seja menos comum que o uso literal.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, frequentemente em contextos religiosos ou literários descrevendo fenômenos naturais.
Momentos culturais
Aparece em obras literárias clássicas, como em poesia, para descrever a força da natureza ou para criar imagens sonoras impactantes.
Pode ser encontrada em letras de música, especialmente em gêneros que buscam evocar dramaticidade ou força sonora.
Comparações culturais
Inglês: 'Thunderclap' ou 'rumble' (para o som do trovão). Espanhol: 'Trueno' ou 'retumbo'. A palavra 'troada' em português tem um paralelo direto com 'tronada' em espanhol, ambas derivadas do latim 'tonitrus' e referindo-se ao som do trovão ou a um estrondo.
Relevância atual
A palavra 'troada' é considerada formal e dicionarizada, mas seu uso é menos comum no cotidiano brasileiro em comparação com 'trovão'. É mais provável encontrá-la em textos literários, poéticos ou em contextos que buscam uma sonoridade específica e impactante. Sua presença em conversas informais é rara, sendo substituída por termos mais usuais ou descrições mais diretas do som.
Origem e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'tonitrus', relacionado a som alto e estrondoso, com formação por sufixação a partir de 'troar'.
Evolução do Uso
Idade Média a Século XIX - Usada predominantemente para descrever o som do trovão e, metaforicamente, ruídos altos e estrondosos. Presente em textos literários e religiosos.
Uso Contemporâneo
Século XX e Atualidade - Mantém o sentido original de estrondo, mas com uso menos frequente em comparação com 'trovão'. Pode aparecer em contextos poéticos ou para evocar força e impacto.
Derivado de 'troar'.