vedes
Do latim 'videre'.
Origem
Deriva do latim 'vidētis', segunda pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'videre' (ver).
Mudanças de sentido
Significado direto: 'vocês veem' (segunda pessoa do plural).
Perdeu a função de forma verbal padrão para a segunda pessoa do plural, sendo substituída por 'veem' (associada a 'vocês'). Mantém o sentido original, mas com forte conotação de arcaísmo.
A substituição de 'vós' por 'vocês' e, consequentemente, de 'vedes' por 'veem' foi um processo gradual de nivelamento formal e informal na língua portuguesa, mais acentuado no Brasil do que em Portugal.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como as cantigas e crônicas, que refletem o uso herdado do latim.
Momentos culturais
Presença frequente em textos literários, religiosos e jurídicos, como nas obras de Camões e em traduções da Bíblia.
Uso esporádico em obras que buscam recriar atmosferas históricas ou religiosas, como em filmes de época ou peças teatrais com linguagem formal.
Comparações culturais
Inglês: A forma 'ye see' (segunda pessoa do plural arcaica) teve um declínio similar, sendo substituída por 'you see'. Espanhol: 'veis' (segunda pessoa do plural do presente do indicativo de 'ver') também é formal e menos comum que 'ven' (usado com 'ustedes'). Francês: 'voyez' (segunda pessoa do plural de 'voir') ainda é amplamente utilizado, tanto formal quanto informalmente, diferentemente do português brasileiro.
Relevância atual
A palavra 'vedes' possui relevância histórica e filológica, mas sua presença no uso ativo do português brasileiro é mínima. É um marcador de formalidade extrema ou de um registro linguístico específico, frequentemente associado a textos religiosos ou literários antigos. Sua compreensão é importante para a leitura de fontes históricas, mas seu uso na comunicação contemporânea é raro.
Origem Latina e Formação do Português
A forma 'vedes' remonta ao latim 'vidētis', segunda pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'videre' (ver). Essa forma foi herdada pelo português arcaico e manteve-se em uso.
Uso Arcaico e Clássico
Durante os períodos arcaico e clássico da língua portuguesa, 'vedes' era a forma padrão para se dirigir a duas ou mais pessoas no presente do indicativo do verbo 'ver'. Era comum em textos literários e religiosos.
Declínio no Uso Formal e Entrada do 'Vocês'
Com a evolução da língua e a ascensão do pronome 'vós' sendo gradualmente substituído por 'vocês' (originado de 'vossa mercê'), a forma verbal correspondente 'vedes' começou a perder espaço para 'veem' (terceira pessoa do plural, usada com 'vocês').
Uso Contemporâneo e Contextual
Atualmente, 'vedes' é considerada uma forma arcaica ou formal, raramente utilizada na fala cotidiana do português brasileiro. Seu uso é restrito a contextos muito específicos, como textos religiosos (especialmente traduções mais antigas da Bíblia), literatura de época ou para evocar um tom solene e antiquado.
Do latim 'videre'.