veludo
Do latim vulgar *vellutum, derivado de *vellus, 'lã', 'tocha'.
Origem
Do francês antigo 'velours', com possíveis raízes no latim vulgar 'villus' (pelo, penugem) ou 'vellus' (lã de ovelha).
Mudanças de sentido
Entrada na língua portuguesa com o sentido de tecido luxuoso, importado e associado à nobreza e ao alto clero.
Expansão do uso para descrever a textura macia e agradável ao toque, usada metaforicamente para qualidades de suavidade, luxo e conforto.
Manutenção do sentido original e uso em contextos de moda, design de interiores e como adjetivo para descrever superfícies ou sensações agradáveis e luxuosas.
Primeiro registro
Registros em crônicas, inventários e documentos comerciais da época indicam a presença do termo e do tecido no contexto lusófono.
Momentos culturais
Presença frequente em descrições literárias de vestimentas e ambientes suntuosos, associado à riqueza e ao status social em obras de autores como Camões e Machado de Assis.
O 'veludo' é um material recorrente na moda de alta costura e em peças de vestuário que evocam elegância e sofisticação.
Comparações culturais
Inglês: 'velvet', com origem etimológica similar e uso para o tecido luxuoso e, metaforicamente, para algo suave. Espanhol: 'terciopelo', com etimologia diferente (relacionada a 'terço' e 'pelo'), mas com o mesmo significado de tecido macio e luxuoso. Francês: 'velours', a origem direta da palavra em português, mantendo o sentido de tecido e suavidade.
Relevância atual
A palavra 'veludo' mantém sua relevância como termo para um tecido específico e como metáfora para suavidade e luxo em diversas áreas, desde a moda até a descrição de experiências sensoriais. É uma palavra formal e dicionarizada, sem gírias ou usos digitais proeminentes.
Origem Etimológica
Século XIV — do francês antigo 'velours', possivelmente derivado do latim vulgar 'villus' (pelo, penugem) ou 'vellus' (lã de ovelha).
Entrada na Língua Portuguesa
Séculos XV-XVI — A palavra 'veludo' entra no vocabulário português, provavelmente através do comércio e da influência cultural europeia, referindo-se ao tecido luxuoso.
Consolidação e Uso
Séculos XVII-XIX — 'Veludo' consolida-se como termo para o tecido e, metaforicamente, para algo macio, liso e luxuoso. É comum em descrições literárias e inventários.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — Mantém seu significado primário para o tecido, mas expande-se para usos figurados em moda, design e expressões idiomáticas. A palavra é formal/dicionarizada.
Do latim vulgar *vellutum, derivado de *vellus, 'lã', 'tocha'.