vidado
Do latim 'vidare'.
Origem
Do latim 'vidatus', particípio passado de 'vidare', com o sentido de 'esvaziar', 'livrar-se de'.
Mudanças de sentido
Principalmente 'livre de', 'desprovido de', 'vazio', 'desocupado'. Exemplo: 'alma vidada de vaidades' (livre de vaidades).
O sentido original se torna obsoleto na linguagem cotidiana.
A palavra 'vidado' raramente aparece em textos contemporâneos, exceto em citações de obras antigas ou em contextos muito específicos de estudo linguístico. O verbo 'vidar' em si também é pouco usual.
Primeiro registro
Registros em textos literários e religiosos da época, como em sermões ou poesias.
Momentos culturais
Presença em obras literárias que exploravam temas morais e espirituais, onde o estado de 'estar vidado' de algo (pecado, vício, preocupação) era um conceito relevante.
Comparações culturais
Inglês: O particípio 'emptied' ou 'devoid of' carrega um sentido similar, mas 'vidado' tem uma raiz latina mais direta e um uso mais restrito historicamente. Espanhol: O particípio 'vaciado' ou 'despojado' é o mais próximo, mas também com uso mais geral e menos restrito a contextos arcaicos ou literários.
Relevância atual
A palavra 'vidado' é considerada arcaica e de uso muito restrito, encontrada principalmente em estudos etimológicos, dicionários de palavras raras ou em citações de textos antigos. Sua relevância reside mais em seu valor histórico e linguístico do que em seu uso prático.
Origem Latina e Formação
Século XV/XVI — Deriva do latim 'vidatus', particípio passado de 'vidare', que significa 'esvaziar', 'livrar-se de'. A forma 'vidado' surge como o particípio passado do verbo 'vidar' no português.
Uso Arcaico e Literário
Séculos XVI a XIX — Utilizado em textos literários e religiosos com o sentido de 'livre de', 'desprovido de', 'desocupado' ou 'vazio'.
Desuso e Redução de Uso
Século XX em diante — A palavra 'vidado' cai em desuso na linguagem corrente, sendo substituída por sinônimos mais comuns como 'livre de', 'desprovido de', 'vazio' ou 'desocupado'.
Do latim 'vidare'.