virara
Do latim 'venire', vir. Pretérito mais-que-perfeito simples.
Origem
Deriva do verbo latino 'venire' (vir), com a desinência '-ara' característica do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo.
Herança direta do latim, consolidada nas primeiras formas do português.
Mudanças de sentido
Expressava uma ação concluída antes de outro evento passado. Ex: 'Quando ele chegou, eu já virara a página.'
Mantém o sentido original de ação pretérita anterior a outra ação pretérita. É uma forma formal e literária.
Menos comum no uso oral, frequentemente substituída por construções analíticas como 'tinha vindo'. O sentido gramatical é preservado, mas a frequência de uso diminui em detrimento de formas mais sintéticas ou analíticas.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e cantigas, onde a conjugação do pretérito mais-que-perfeito simples era corrente.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de grande relevância, como 'Os Lusíadas' de Luís Vaz de Camões, onde a forma é utilizada em seu sentido gramatical estrito.
Continua a ser utilizada em literatura e textos formais, embora o uso oral tenda a preferir outras construções.
Comparações culturais
Inglês: O pretérito mais-que-perfeito simples ('pluperfect') como 'had come' é usado de forma similar para indicar uma ação anterior a outra no passado. Espanhol: O pretérito pluscuamperfecto ('había venido') cumpre a mesma função gramatical e de tempo. Italiano: O 'trapassato prossimo' ('era venuto') também expressa a anterioridade de uma ação passada. Francês: O 'plus-que-parfait' ('était venu') tem função análoga.
Relevância atual
A palavra 'virara' é reconhecida como uma forma verbal correta e formal no português brasileiro, encontrada em contextos literários, acadêmicos e em gramáticas normativas. Embora menos comum na fala cotidiana, sua existência garante a riqueza e a precisão da conjugação verbal da língua.
Origem Latina e Formação do Português
A forma 'virara' deriva do latim 'venire' (vir), com a terminação '-ara' indicando o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo. Essa conjugação se consolidou no português arcaico, herdada do latim vulgar.
Consolidação e Uso Clássico
A forma 'virara' era comum na literatura clássica portuguesa, utilizada para expressar uma ação passada anterior a outra ação passada. Sua presença é notável em textos de Camões e outros autores do período.
Uso no Português Brasileiro
No português brasileiro, 'virara' é uma forma gramaticalmente correta, mas menos frequente no discurso oral cotidiano, onde formas como 'tinha vindo' ou 'viera' (pretérito mais-que-perfeito composto e simples, respectivamente) são mais comuns. No entanto, mantém sua validade formal e dicionarizada.
Do latim 'venire', vir. Pretérito mais-que-perfeito simples.