xequerê
Origem africana (iorubá: shekere).
Origem
Origem em línguas do grupo bantu, possivelmente do quimbundo 'xequerê' ou 'shekere', nome de um instrumento musical de percussão. Introduzido no Brasil através do tráfico de escravizados africanos.
Mudanças de sentido
Designação de um instrumento musical específico, com forte ligação a práticas religiosas e culturais de origem africana.
Expansão para o contexto da música popular brasileira, mantendo sua identidade cultural, mas também sendo associado a um som 'brasileiro' e exótico em arranjos mais amplos.
Primeiro registro
Registros etnográficos e linguísticos sobre a presença de instrumentos e práticas musicais de origem africana no Brasil colonial, embora registros específicos da palavra 'xequerê' possam ser posteriores e mais associados a estudos musicais e antropológicos do século XIX e XX.
Momentos culturais
Uso proeminente em rituais de candomblé e em rodas de capoeira, consolidando sua importância cultural e religiosa.
Incorporação na MPB por artistas como Gilberto Gil e Caetano Veloso, popularizando o som do xequerê para um público mais amplo.
Presença em festivais de música, projetos educativos sobre percussão afro-brasileira e em gravações de diversos gêneros musicais.
Vida digital
Buscas por tutoriais de como fazer ou tocar xequerê. Vídeos de apresentações musicais e demonstrações do instrumento em plataformas como YouTube. Menções em discussões sobre música afro-brasileira e instrumentos étnicos.
Comparações culturais
Inglês: O instrumento é conhecido como 'shekere', com origem africana similar e uso em gêneros musicais como jazz e world music. Espanhol: O termo pode variar regionalmente, mas 'shekere' ou descrições do instrumento são comuns, mantendo a conexão com a música afro-latina. Outros idiomas: Em francês, pode ser referido como 'shekere' ou 'calebasse à perles'. Em português, 'xequerê' é o termo mais comum e específico para o contexto brasileiro.
Relevância atual
O xequerê continua sendo um instrumento vibrante e relevante na música brasileira, representando a força da cultura afro-brasileira. É ensinado em escolas de música, utilizado por percussionistas profissionais e amadores, e sua sonoridade é um elemento distintivo em diversas produções musicais contemporâneas.
Origem Etimológica e Introdução no Brasil
Século XVI em diante — A palavra 'xequerê' tem origem em línguas do grupo bantu, possivelmente do quimbundo 'xequerê' ou 'shekere', referindo-se a um instrumento musical de percussão. Chegou ao Brasil com os africanos escravizados, integrando-se às práticas culturais e religiosas afro-brasileiras.
Consolidação Cultural e Musical
Séculos XIX e XX — O xequerê se estabelece como um instrumento fundamental em diversas manifestações culturais afro-brasileiras, como o candomblé e a capoeira. Sua sonoridade peculiar e sua construção artesanal o tornam um símbolo da herança africana no país.
Uso Contemporâneo e Difusão
Anos 1960 em diante e Atualidade — O xequerê ganha projeção na música popular brasileira (MPB) com artistas que o incorporam em suas composições. Torna-se um elemento reconhecível da identidade sonora brasileira, presente em festivais, gravações e apresentações musicais.
Origem africana (iorubá: shekere).