açafroa
Do árabe hispânico *az-za'farán*, que por sua vez deriva do árabe clássico *za'farān* (açafrão).↗ fonte
Origem
Do árabe hispânico 'az-zaḥrá', derivado do árabe clássico 'az-zuhrā', que significa 'a flor'. A palavra foi incorporada ao português através do contato com a cultura árabe na Península Ibérica.
Mudanças de sentido
Designação da planta herbácea e suas flores, usadas como corante e em infusões.
Valorizada como corante natural e medicinal, alternativa ao açafrão verdadeiro, sendo também conhecida como 'açafrão-bastardo'.
Mantém o sentido original, com reconhecimento em botânica, culinária e medicina popular, também associada ao nome científico 'Carthamus tinctorius'.
Primeiro registro
Registros em textos medievais da Península Ibérica, que posteriormente influenciaram o vocabulário português.
Momentos culturais
Uso como corante em tecidos e alimentos, competindo em valor e aplicação com o açafrão verdadeiro (Crocus sativus).
Presença em herbários e tratados de botânica e medicina, documentando suas propriedades e cultivo nas colônias.
Comparações culturais
Inglês: Safflower (derivado de 'safflower oil', óleo de cártamo). Espanhol: Azafrán (referindo-se ao açafrão verdadeiro, mas também pode ser usado para o cártamo em alguns contextos, ou 'cártamo' diretamente). Francês: Carthame. Italiano: Cartamo.
Relevância atual
A palavra 'açafroa' é formal e dicionarizada, referindo-se à planta Carthamus tinctorius. Sua relevância se manifesta em contextos de botânica, medicina natural, culinária (como corante alimentar) e na indústria cosmética (óleo de cártamo). É menos comum no uso coloquial, sendo frequentemente substituída por 'cártamo' ou 'açafrão-bastardo'.
Origem e Entrada na Língua Portuguesa
Século XIII - A palavra 'açafroa' tem origem no árabe hispânico 'az-zaḥrá', que por sua vez deriva do árabe clássico 'az-zuhrā', significando 'a flor'. A planta e seu nome foram introduzidos na Península Ibérica durante o período de domínio árabe, chegando ao português através do castelhano ou diretamente do árabe.
Uso no Brasil Colonial e Imperial
Séculos XVI a XIX - A planta, conhecida por suas propriedades corantes e medicinais, era cultivada e utilizada no Brasil. Sua presença é documentada em herbários e relatos de viajantes, sendo valorizada tanto pela sua utilidade prática quanto por seu potencial econômico, como corante alternativo ao açafrão verdadeiro.
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XX à Atualidade - A palavra 'açafroa' mantém seu uso dicionarizado para a planta e seus derivados. É reconhecida como 'açafrão-bastardo' ou 'cártamo', sendo ainda utilizada em infusões medicinais e como corante natural, embora menos comum que no passado. Sua relevância se mantém em nichos específicos de botânica, culinária e medicina popular.
Do árabe hispânico *az-za'farán*, que por sua vez deriva do árabe clássico *za'farān* (açafrão).