a-mingua

Composto de 'a-' (preposição) e 'mingua' (verbo minguar, diminuir).

Origem

Latim

Deriva do verbo 'minguare' (diminuir, escassear), que por sua vez tem origem no latim 'minuare'.

Português Antigo

Forma-se como locução adverbial 'a mingua', indicando o estado de estar em diminuição ou escassez.

Mudanças de sentido

Século XV/XVI

Sentido primário de diminuição física ou quantitativa de algo tangível, como água, alimentos ou bens.

Séculos XVII - XIX

Expansão para descrever escassez em contextos mais amplos, incluindo recursos naturais, econômicos e até mesmo a vitalidade de pessoas ou comunidades.

Século XX - Atualidade

Mantém o sentido de escassez e declínio, sendo usada de forma mais coloquial e em contextos variados, podendo se referir a recursos, energia, popularidade, etc. Ex: 'A popularidade do político está a-mingua'.

Primeiro registro

Século XV/XVI

Registros em crônicas e documentos da época que descrevem situações de escassez ou diminuição de recursos em Portugal e nas primeiras colônias.

Momentos culturais

Brasil Colonial

Presente em relatos sobre a vida cotidiana, dificuldades de abastecimento e a precariedade de certas regiões ou comunidades.

Literatura Regionalista

Utilizada em obras literárias que retratam a vida no campo, a seca, a pobreza e a diminuição de oportunidades, especialmente no Nordeste brasileiro.

Comparações culturais

Inglês: 'diminishing', 'scarce', 'on the decline'. Espanhol: 'en mengua', 'escaso', 'en declive'. Francês: 'en déclin', 'rare'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'a-mingua' mantém sua relevância em contextos informais e regionais do Brasil, servindo como um termo vívido para descrever a diminuição ou escassez de algo. Embora menos comum em registros formais, é compreendida e utilizada em diversas partes do país, especialmente em conversas sobre economia, recursos naturais e situações de dificuldade.

Origem e Chegada ao Português

Século XV/XVI — A forma 'a mingua' surge como uma locução adverbial, derivada de 'minguar' (diminuir, escassear), que por sua vez vem do latim 'minuare' (diminuir). Inicialmente, referia-se à diminuição física de algo, como a água de um rio ou a comida em um estoque.

Evolução no Brasil Colonial e Imperial

Séculos XVII a XIX — A expressão 'a-mingua' se consolida no português brasileiro, mantendo o sentido de escassez, falta ou declínio. É frequentemente usada em contextos de dificuldades econômicas, colheitas ruins ou diminuição de recursos.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XX e Atualidade — A locução 'a-mingua' continua em uso, especialmente em contextos informais e regionais, para descrever situações de diminuição, escassez ou declínio em diversos âmbitos, desde recursos materiais até a vitalidade de algo.

a-mingua

Composto de 'a-' (preposição) e 'mingua' (verbo minguar, diminuir).

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