abstractas
Do latim 'abstractus', particípio passado de 'abstrahere', que significa 'puxar para longe', 'separar'.
Origem
Do latim 'abstractus', particípio passado de 'abstrahere' (puxar para longe, separar, distanciar).
Mudanças de sentido
Ação de retirar, separar do concreto.
Conceitos intelectuais, ideias, teorias, oposto ao concreto e material.
Teórico, ideal, não tangível, não figurativo (em arte). A forma 'abstractas' é menos comum que 'abstratas' no português brasileiro moderno.
A distinção entre o concreto e o abstrato é fundamental na filosofia e na ciência. No Brasil, a palavra é usada em diversas áreas, desde a matemática ('números abstratos') até a arte ('pintura abstrata'). A forma 'abstractas' pode ser vista como uma variante mais erudita ou arcaica, mas 'abstratas' é a norma culta atual para o plural feminino.
Primeiro registro
Registros do uso do termo em textos filosóficos e teológicos em latim vulgar, com transposição para as línguas românicas, incluindo o português arcaico. A forma 'abstractas' pode ter aparecido em textos medievais.
Momentos culturais
A arte abstrata ganha proeminência mundial e no Brasil, com artistas como Tarsila do Amaral e Lygia Clark explorando o não-figurativo. A palavra 'abstrato' torna-se central na crítica e na apreciação artística.
O conceito de 'abstrato' é crucial em debates sobre a natureza do conhecimento, a lógica e a matemática, influenciando o pensamento acadêmico brasileiro desde o século XIX.
Comparações culturais
Inglês: 'abstract' (mesma origem latina, uso similar em filosofia, arte e ciência). Espanhol: 'abstracto/abstracta/abstractos/abstractas' (mesma origem e usos, com a forma feminina plural 'abstractas' sendo a norma). Francês: 'abstrait/abstraite/abstraits/abstraites' (origem similar, uso idêntico). Alemão: 'abstrakt' (empréstimo do latim, uso similar).
Relevância atual
A palavra 'abstrato' (e suas flexões como 'abstratas') mantém forte relevância em contextos acadêmicos, artísticos e científicos no Brasil. A forma 'abstractas' é rara no uso corrente, sendo considerada arcaica ou formal demais para a maioria das comunicações.
Em discussões sobre inteligência artificial e pensamento computacional, o conceito de abstração é fundamental para entender como sistemas processam informações e criam modelos do mundo.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'abstractus', particípio passado de 'abstrahere', que significa 'puxar para longe', 'separar', 'distanciar'. Inicialmente, referia-se a algo retirado ou separado de um todo concreto, com foco na ideia de separação e distanciamento do material.
Evolução do Sentido e Uso
Séculos XIV-XVIII - A palavra começa a ser utilizada em contextos filosóficos e teológicos para descrever conceitos que não possuem existência física, mas sim mental ou ideal. No português, 'abstracto' (forma mais antiga) e posteriormente 'abstrato' ganham esse sentido de 'teórico', 'ideal', 'não concreto'.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XIX - Atualidade - A palavra 'abstrato' consolida-se no vocabulário acadêmico, científico e artístico. No Brasil, é amplamente usada para descrever ideias, conceitos, teorias, arte não figurativa e qualidades que não são tangíveis. A forma 'abstractas' é uma flexão arcaica ou menos comum no português brasileiro moderno, sendo 'abstratas' a forma preferencial no plural feminino.
Do latim 'abstractus', particípio passado de 'abstrahere', que significa 'puxar para longe', 'separar'.