abstratas
Do latim abstractus, particípio passado de abstrahere, 'afastar, separar'.
Origem
Do latim 'abstractus', particípio passado de 'abstrahere' (puxar para longe, separar, subtrair).
Mudanças de sentido
Algo retirado ou separado de um todo concreto; existente apenas no pensamento ou na imaginação.
Conceitos filosóficos e lógicos que não são apreendidos pelos sentidos; o oposto de concreto.
Ideias, conceitos, teorias, formas de arte que não são literais ou concretas; vago, genérico, teórico, não prático.
A palavra 'abstrato' passou de um termo estritamente filosófico para um adjetivo de uso geral, aplicável a uma vasta gama de ideias e manifestações culturais. Em artes, refere-se a obras que não representam a realidade de forma figurativa. Em discussões cotidianas, pode indicar algo difícil de entender ou de aplicar na prática.
Primeiro registro
Primeiros registros em textos filosóficos e teológicos em latim medieval, com transposição para o vernáculo português.
Momentos culturais
A ascensão da arte abstrata no século XX, com movimentos como o Abstracionismo, Expressionismo Abstrato e Construtivismo, popularizou o termo em discussões sobre estética e criatividade.
Discussões sobre a natureza da linguagem e do pensamento, com a filosofia analítica explorando conceitos abstratos e sua relação com a realidade.
Representações
Frequentemente usada em diálogos para descrever teorias complexas, planos elaborados, ou para caracterizar personagens intelectuais ou distantes da realidade prática. Pode aparecer em filmes de ficção científica, dramas psicológicos ou documentários.
Comparações culturais
Inglês: 'abstract' (mesma origem latina, uso similar em filosofia, artes e linguagem geral). Espanhol: 'abstracto' (origem e uso muito próximos ao português). Francês: 'abstrait' (origem e uso semelhantes). Alemão: 'abstrakt' (origem e uso semelhantes).
Relevância atual
A palavra 'abstratas' (no plural feminino) é frequentemente usada para descrever ideias, teorias, formas de arte, ou até mesmo discursos que carecem de concretude ou aplicabilidade prática. É comum em debates sobre tecnologia, ciência, filosofia e artes visuais. O termo pode carregar uma conotação neutra (descrevendo um campo de estudo) ou ligeiramente negativa (indicando algo irrealista ou vago).
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'abstractus', particípio passado de 'abstrahere', que significa 'puxar para longe', 'separar', 'distanciar'. Inicialmente, referia-se a algo retirado ou separado de um todo concreto, existindo apenas no pensamento.
Evolução de Sentido na Idade Média e Moderna
Idade Média - A palavra começa a ser usada em contextos filosóficos e teológicos para descrever conceitos que não podiam ser apreendidos pelos sentidos. Séculos XVII-XVIII - Ganha força no campo da filosofia, especialmente com o empirismo e o racionalismo, para discutir a natureza do conhecimento e das ideias. O uso se consolida em tratados de lógica e metafísica.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XIX em diante - A palavra se populariza e se difunde para além dos círculos acadêmicos, sendo aplicada em diversas áreas como artes, ciências e linguagem cotidiana. Anos 1950-1980 - Cresce o uso em discussões sobre arte moderna e contemporânea, design e teoria crítica. Atualidade - Amplamente utilizada para descrever ideias, conceitos, teorias, formas de arte, e também para caracterizar algo vago, genérico ou não específico. É comum em debates sobre inteligência artificial, matemática avançada, filosofia e até em críticas a discursos políticos ou sociais considerados pouco práticos.
Do latim abstractus, particípio passado de abstrahere, 'afastar, separar'.