abstratos
Do latim 'abstractus', particípio passado de 'abstrahere', que significa 'puxar para longe', 'separar'.
Origem
Deriva do latim 'abstractus', particípio passado de 'abstrahere', que significa 'puxar para longe', 'separar', 'retirar'. O sentido original remete à ação de isolar algo de seu contexto físico ou material.
Mudanças de sentido
Algo retirado, separado de um todo concreto.
Conceito mental, ideia pura, oposto ao concreto e sensível. Ex: 'justiça abstrata'.
Estilo artístico que não representa a realidade de forma figurativa, focando em formas, cores e linhas. Ex: 'pintura abstrata'.
Teórico, ideal, não prático ou tangível. Ex: 'um plano abstrato', 'um problema abstrato'.
No uso cotidiano, 'abstrato' pode carregar uma conotação de irrealidade ou dificuldade de compreensão, contrastando com o 'concreto' que é mais direto e aplicável. Em discussões técnicas, mantém a precisão de 'conceito não empírico'.
Primeiro registro
Registros em textos filosóficos e teológicos em latim medieval que influenciaram o desenvolvimento do português. A entrada formal na língua portuguesa se consolida a partir do século XIV em textos literários e acadêmicos.
Momentos culturais
Fortalecimento do uso filosófico e científico, com a exploração de conceitos abstratos em matemática e astronomia.
Consolidação do Abstracionismo nas artes visuais, com artistas como Kandinsky e Mondrian explorando a expressão pura através de formas e cores, rompendo com a representação figurativa.
Uso em debates sobre teoria política e social, discutindo ideais e princípios abstratos em contraposição a realidades concretas.
Comparações culturais
Inglês: 'abstract' (mesma origem latina, uso similar em filosofia, arte e linguagem geral). Espanhol: 'abstracto' (origem e uso análogos ao português e inglês). Francês: 'abstrait' (origem e uso semelhantes). Alemão: 'abstrakt' (influência latina, uso em filosofia e arte).
Relevância atual
A palavra 'abstrato' mantém sua relevância em campos como filosofia, artes, matemática e ciência da computação. No cotidiano, é usada para descrever ideias, planos ou conceitos que carecem de concretude ou aplicabilidade imediata, por vezes com uma nuance de distanciamento da realidade prática.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII - do latim 'abstractus', particípio passado de 'abstrahere' (puxar para longe, separar). Inicialmente, referia-se a algo retirado, separado de um todo concreto. A palavra entrou no português através do latim medieval.
Evolução do Sentido Filosófico
Séculos XIV-XVII - A palavra ganha conotação filosófica, designando o que é concebido pela mente, separado das qualidades sensíveis e particulares. Associada a conceitos universais e ideias puras.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XVIII-XXI - O uso se expande para artes (abstracionismo), matemática, linguística e o cotidiano, referindo-se a algo não tangível, teórico ou ideal. No português brasileiro, a palavra mantém seu núcleo semântico, mas é aplicada em contextos variados.
Do latim 'abstractus', particípio passado de 'abstrahere', que significa 'puxar para longe', 'separar'.