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acabar-com-a-exclusividade

Locução verbal formada pelo verbo 'acabar' e a preposição 'com' seguida do substantivo 'exclusividade'.

Origem

Séculos XVI-XVIII

A raiz da expressão reside na necessidade de desmantelar privilégios e monopólios, inerentes a estruturas de poder colonial e mercantilista. O verbo 'acabar' (do latim 'acabare', dar fim) combinado com 'exclusividade' (do latim 'exclusivus', que exclui) forma um conceito de remoção de barreiras de acesso.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XVIII

Foco em monopólios comerciais e privilégios da Coroa, como a Companhia Geral do Comércio do Estado do Brasil. → ver detalhes A ideia era mais restrita a questões de política econômica e fiscal.

Século XIX - Início do Século XX

Expansão para a concorrência em setores emergentes e crítica a cartéis. → ver detalhes A expressão começa a ser usada em debates sobre liberdade econômica e a necessidade de um mercado mais aberto, influenciada por ideais liberais.

Meados do Século XX - Atualidade

Ampliação para democratização de acesso, combate à discriminação e quebra de monopólios de informação ou culturais. → ver detalhes A expressão 'acabar com a exclusividade' se torna um lema em movimentos sociais, políticas públicas de inclusão e em discussões sobre a democratização da tecnologia e do conhecimento. Ganha força em contextos de 'desmonopolização' de ideias e práticas.

Primeiro registro

Século XVIII

Registros em documentos oficiais e debates sobre a extinção de companhias de comércio monopolistas, como a Companhia Geral do Comércio do Estado do Brasil, que teve sua exclusividade revogada em 1779. (Referência: Documentos históricos sobre o comércio colonial português).

Momentos culturais

Início do Século XX

Debates sobre a criação de leis antitruste e a regulamentação de grandes corporações no Brasil, refletindo a necessidade de 'acabar com a exclusividade' em setores industriais.

Anos 1980-1990

Abertura econômica e privatizações, onde a retórica de 'acabar com a exclusividade' estatal era frequente para justificar a entrada de capital privado e a concorrência.

Anos 2000 - Atualidade

Discursos sobre a democratização da internet, o acesso à informação e a quebra de monopólios de grandes empresas de tecnologia. A expressão é usada em debates sobre neutralidade da rede e liberdade de expressão online.

Conflitos sociais

Século XX

Lutas por direitos civis e igualdade racial, onde a 'exclusividade' de acesso a oportunidades e espaços era combatida. A expressão ressoa em movimentos que buscam 'acabar com a exclusividade' de privilégios baseados em raça, gênero ou classe.

Atualidade

Debates sobre a concentração de poder em plataformas digitais e a necessidade de regulamentação para evitar práticas anticompetitivas e garantir um ambiente online mais democrático.

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

A expressão é frequentemente utilizada em artigos de opinião, posts de blogs e discussões em redes sociais sobre empreendedorismo, inovação e a necessidade de diversificar mercados. Aparece em hashtags como #FimDoMonopolio e #MercadoLivre.

Atualidade

Empreendedores e ativistas usam a frase para defender modelos de negócio abertos e colaborativos, criticando a concentração de poder em grandes corporações. Pode aparecer em memes ou em tom irônico sobre situações de monopólio percebido.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'End exclusivity', 'break the monopoly', 'open up'. Espanhol: 'Acabar con la exclusividad', 'romper el monopolio', 'abrir el mercado'. O conceito é universal, mas a forma de expressá-lo varia. Em francês, 'mettre fin à l'exclusivité' ou 'briser le monopole'. Em alemão, 'Exklusivität beenden' ou 'Monopol brechen'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'acabar com a exclusividade' mantém forte relevância em debates sobre a democratização do acesso à informação, bens e serviços. É um conceito central em discussões sobre concorrência justa, inovação aberta e inclusão social e econômica no Brasil contemporâneo.

Período Pré-Moderno e Colonial

Séculos XVI-XVIII — A ideia de 'acabar com a exclusividade' surge em contextos de disputas por monopólios comerciais e privilégios concedidos pela Coroa Portuguesa. O vocabulário era mais formal e ligado a leis e decretos.

Período Imperial e República Velha

Séculos XIX-início XX — Com a expansão econômica e a busca por modernização, a expressão ganha contornos mais ligados à concorrência e à quebra de privilégios de grupos estabelecidos, especialmente em setores como o industrial e o de serviços.

Período Moderno e Contemporâneo

Meados do Século XX - Atualidade — A expressão se populariza e se diversifica, abrangendo desde a quebra de monopólios econômicos até a democratização do acesso a bens e serviços, e a luta contra práticas discriminatórias. Ganha força em debates políticos, sociais e de mercado.

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Locução verbal formada pelo verbo 'acabar' e a preposição 'com' seguida do substantivo 'exclusividade'.

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