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achavam-estranho

Formado pela conjugação do verbo 'achar' (pretérito imperfeito do indicativo, 3ª pessoa do plural) com o adjetivo 'estranho'.

Origem

Século XVI

Verbo 'achar' (latim 'afflare') + adjetivo 'estranho' (latim 'extraneus'). A combinação se dá pela necessidade de expressar a percepção de algo incomum.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Percepção de algo incomum, fora do padrão esperado, gerando perplexidade ou desaprovação.

Séculos XX-XXI

Mantém o sentido original, mas pode ser usada com ironia ou para descrever reações a novidades culturais e sociais.

A expressão 'achavam estranho' pode carregar um peso de julgamento social, indicando que o que era estranho para um grupo era normal para outro. Em contextos contemporâneos, a ironia é frequentemente empregada para subverter o sentido original, sugerindo que o 'estranho' é, na verdade, uma nova norma ou uma perspectiva válida.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em crônicas e relatos de viagem que descrevem costumes e comportamentos de diferentes povos ou épocas, como em 'História da Província Santa Cruz a que chamam Brasil' de Pero de Magalhães Gandavo (publicado em 1576, mas com uso da forma verbal que se consolidou posteriormente).

Momentos culturais

Século XIX

Presente em romances naturalistas e regionalistas, descrevendo a estranheza de costumes locais ou de personagens marginalizados.

Anos 1960-1970

Pode aparecer em letras de música ou peças de teatro que abordam a contracultura e a quebra de padrões sociais.

Vida digital

Atualidade

A expressão é usada em comentários de redes sociais, fóruns e blogs para reagir a notícias, memes ou comportamentos considerados fora do comum. Pode aparecer em discussões sobre diversidade, novas tecnologias ou tendências culturais.

Comparações culturais

Inglês: 'they found it strange' ou 'they thought it was odd'. Espanhol: 'lo encontraban extraño' ou 'les parecía raro'. A estrutura e o sentido são amplamente comparáveis, refletindo a universalidade da percepção do incomum.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'achavam estranho' continua relevante para descrever a reação humana ao desconhecido ou ao que foge à norma estabelecida. Em um mundo cada vez mais globalizado e com rápidas mudanças sociais, a percepção do 'estranho' é constante e a expressão reflete essa dinâmica de adaptação e julgamento.

Origem e Formação no Português

Século XVI - A forma 'achavam' surge da conjugação do verbo 'achar' (do latim 'afflare', soprar, inspirar, encontrar) na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo. 'Estranho' (do latim 'extraneus', de fora, estrangeiro) já existia na língua. A junção para formar a expressão ocorre organicamente na fala.

Evolução do Sentido e Uso

Séculos XVII-XIX - A expressão é usada em contextos literários e cotidianos para descrever a perplexidade ou desaprovação diante do incomum ou do diferente. O sentido de 'considerar algo fora do padrão' se consolida.

Consolidação e Uso Contemporâneo

Século XX - A expressão se torna comum na linguagem falada e escrita, presente em diversas obras literárias e no cotidiano. Anos 1980-1990 - Ganha nuances de julgamento social ou incompreensão cultural. Atualidade - Mantém seu sentido original, mas pode ser usada com ironia ou para descrever reações a fenômenos sociais e culturais novos.

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Formado pela conjugação do verbo 'achar' (pretérito imperfeito do indicativo, 3ª pessoa do plural) com o adjetivo 'estranho'.

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