adquirir-no-exterior
Composição de 'adquirir' (verbo) + 'no' (preposição + artigo) + 'exterior' (substantivo).
Origem
Deriva da junção do verbo latino 'acquirere' (obter, ganhar, conquistar) com o advérbio latino 'exterior' (de fora, externo).
Mudanças de sentido
Restrito à importação de bens de luxo, escravos e tecnologias pela elite e pela Coroa.
Amplia-se para importação de bens de capital e tecnologias para a industrialização, ainda focado em grandes players.
Democratiza-se com o e-commerce, tornando-se acessível ao consumidor comum para bens de consumo e serviços. Ganha conotações de oportunidade, economia e acesso a produtos exclusivos.
Pode referir-se tanto a compras de bens físicos quanto à aquisição de serviços digitais, conhecimento ou experiências em outros países.
A expressão 'adquirir no exterior' hoje abrange desde a compra de um eletrônico em um site chinês até a contratação de um serviço de streaming estrangeiro ou a participação em um curso online ministrado por uma instituição internacional. A facilidade de transações e a redução de barreiras logísticas tornaram a ação mais comum e menos complexa.
Primeiro registro
Registros de importação de mercadorias e escravos em documentos oficiais da administração colonial portuguesa no Brasil. A expressão exata 'adquirir no exterior' pode não aparecer isolada, mas o conceito está presente em termos como 'importar', 'trazer de fora', 'comprar de além-mar'.
Momentos culturais
A chegada da Família Real Portuguesa e a abertura dos portos impulsionaram a importação, tornando a aquisição de bens estrangeiros um símbolo de status e modernidade.
A importação de automóveis e eletrodomésticos estrangeiros era um desejo aspiracional, refletido em novelas e filmes da época.
A popularização das compras online internacionais, especialmente de produtos eletrônicos e vestuário, tornou a expressão 'adquirir no exterior' parte do vocabulário comum e um tema recorrente em discussões sobre consumo e economia.
Conflitos sociais
A aquisição de escravos no exterior foi um pilar do sistema escravista, gerando imenso sofrimento e conflitos sociais.
Debates sobre a política de importação, protecionismo versus livre comércio, e o impacto na indústria nacional e no emprego.
Discussões sobre a taxação de importados, o impacto do e-commerce internacional no comércio local e a concorrência desleal.
Período Colonial e Império (Séculos XVI - XIX)
O conceito de 'adquirir no exterior' era restrito à elite colonial e imperial, envolvendo importação de bens de luxo, tecnologias e escravos. A língua portuguesa no Brasil absorvia termos relacionados ao comércio marítimo e à administração colonial.
República Velha e Modernização (Final do Século XIX - Meados do Século XX)
Com a expansão do comércio e a industrialização incipiente, a necessidade de importar bens e tecnologias se intensifica. A expressão 'adquirir no exterior' ganha mais relevância em discussões econômicas e políticas, embora ainda seja predominantemente associada a grandes empresas e ao governo.
Globalização e Era Digital (Final do Século XX - Atualidade)
A globalização e a internet democratizam o acesso à informação e ao comércio internacional. 'Adquirir no exterior' passa a ser uma possibilidade para o consumidor comum, através de compras online, e para empresas de todos os portes. A expressão se populariza e ganha novas nuances.
Composição de 'adquirir' (verbo) + 'no' (preposição + artigo) + 'exterior' (substantivo).