algodoeiro

Do árabe hispânico 'al-quṭún', que significa 'o algodão'.

Origem

Século XVI

Do árabe hispânico 'al-qutun' (algodão), com o sufixo português '-eiro' indicando planta ou quem lida com ela.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XVII

Nome da planta e, por extensão, do cultivador ou comerciante de algodão.

Século XX-Atualidade

Principalmente a planta, mas pode referir-se a quem trabalha com algodão ou à indústria têxtil em geral.

Primeiro registro

Séculos XVI-XVII

Registros coloniais e documentos de navegação que descrevem o cultivo e o comércio de algodão no Brasil.

Momentos culturais

Século XIX

Figura central na literatura regionalista nordestina, retratando a vida e as dificuldades dos trabalhadores do algodão.

Século XX

Associado à cultura popular e às tradições do Nordeste, presente em canções e artesanato.

Conflitos sociais

Séculos XVIII-XIX

Intimamente ligado à história da escravidão no Brasil, com o trabalho forçado nas plantações de algodão sendo uma fonte de exploração e sofrimento.

Século XX

Disputas por terra e condições de trabalho para os cultivadores de algodão, especialmente após a abolição.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'cotton plant' (planta de algodão), 'cotton grower' (cultivador de algodão). Espanhol: 'algodonero' (planta ou cultivador de algodão). Francês: 'cotonnier' (planta de algodão).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'algodoeiro' mantém sua relevância no contexto agrícola e têxtil, com crescente interesse em práticas de cultivo sustentável e orgânico. É um termo técnico e descritivo.

Origem Etimológica

Século XVI - Deriva do árabe hispânico 'al-qutun', que por sua vez vem do árabe clássico 'quṭn', significando 'algodão'. O sufixo '-eiro' indica origem, procedência ou relação.

Entrada na Língua Portuguesa

Séculos XVI-XVII - Com a expansão marítima e o desenvolvimento do cultivo de algodão no Brasil Colônia, a palavra 'algodoeiro' se estabelece para nomear a planta e, por extensão, o produtor ou comerciante.

Uso Histórico e Econômico

Séculos XVIII-XIX - A palavra ganha proeminência com o ciclo do algodão no Nordeste brasileiro, tornando-se central na economia agrária e nas discussões sobre trabalho e escravidão.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade - Mantém seu sentido primário de planta e produtor, mas também pode aparecer em contextos mais amplos relacionados à indústria têxtil e à agricultura sustentável.

algodoeiro

Do árabe hispânico 'al-quṭún', que significa 'o algodão'.

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