amedrontavam
Derivado de 'medo' com o prefixo 'a-' e o sufixo verbal '-ar'.
Origem
Deriva do latim 'metu' (medo), com o prefixo 'a-' (intensificador) e o sufixo verbal '-ar', formando 'amedrontar'.
Mudanças de sentido
O prefixo 'a-' intensifica o sentido de 'medo', tornando 'amedrontar' mais forte que simplesmente 'temer'.
Predominantemente usado para descrever o medo imposto por figuras de autoridade, divindades ou em narrativas de opressão.
Em textos religiosos, 'amedrontavam' podia se referir a Deus ou ao diabo incutindo medo nos fiéis. Em contextos seculares, descrevia a ação de tiranos ou inimigos.
Mantém o sentido original de causar medo ou intimidação, sendo uma palavra formal/dicionarizada.
A forma 'amedrontavam' é usada para descrever ações passadas que causavam temor, sem necessariamente ter conotações negativas extremas no uso moderno, dependendo do contexto.
Primeiro registro
Registros em crônicas e literatura da época colonial brasileira e em Portugal, indicando o uso do verbo e suas conjugações.
Momentos culturais
Presente em relatos de viajantes e cronistas que descreviam o impacto de animais selvagens ou da natureza sobre os primeiros colonizadores.
Utilizado em poemas e prosas para evocar sentimentos de pavor, mistério ou opressão em cenários sombrios ou históricos.
Comparações culturais
Inglês: 'They used to frighten' ou 'They were frightening'. Espanhol: 'Amedrentaban' (mantém a raiz latina similar) ou 'Infundían miedo'. Francês: 'Ils effrayaient' ou 'Ils intimidaient'. O conceito de causar medo é universal, mas a nuance e a forma verbal específica variam.
Relevância atual
A palavra 'amedrontavam' é formal e dicionarizada, usada em contextos que exigem precisão e formalidade, como em textos históricos, jurídicos ou literários. Seu uso em conversas informais é menos comum, sendo substituído por sinônimos mais coloquiais como 'assustavam' ou 'metiam medo'.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do verbo 'medo' (do latim 'metu) com o prefixo 'a-' (intensificador) e o sufixo '-ar' (formador de verbos). A forma 'amedrontar' surge como intensificação do ato de causar medo.
Evolução do Uso
Séculos XVI ao XIX — Utilizado em textos literários e religiosos para descrever o ato de incutir temor, muitas vezes em contextos de punição divina ou autoridade opressora.
Uso Contemporâneo
Séculos XX e XXI — A forma 'amedrontavam' (pretérito imperfeito do indicativo) continua a ser usada em contextos formais e literários, mantendo seu sentido original de causar medo ou intimidação. É uma palavra formal/dicionarizada.
Derivado de 'medo' com o prefixo 'a-' e o sufixo verbal '-ar'.