amnesia
Do grego amnesia, 'esquecimento'.
Origem
Do grego ἀμνησία (amnesia), significando 'esquecimento', 'falta de memória', composto por 'a-' (sem) e 'mneme' (memória).
Mudanças de sentido
Conceito filosófico e médico inicial para descrever a ausência de lembrança.
Formalização como termo médico para descrever patologias da memória.
Ampliação para uso figurado em contextos não estritamente médicos, como esquecimento coletivo ou perda de identidade.
A amnésia, em seu sentido figurado, pode ser aplicada a sociedades que 'esquecem' eventos históricos traumáticos ou a indivíduos que perdem partes de sua identidade pessoal, como explorado em obras de ficção.
Primeiro registro
Registros em literatura médica e científica em português, refletindo a adoção de termos médicos internacionais. (Referência: Dicionários médicos da época, como o de Francisco de Paula de Almeida e Vasconcelos).
Momentos culturais
Popularização do conceito através da literatura e cinema, explorando narrativas de perda de memória e identidade, como em 'O Homem Que Caiu na Terra' ou 'Memento'.
Presença em discussões sobre traumas psicológicos, memórias reprimidas e a construção da identidade na contemporaneidade.
Representações
Filmes como 'Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças' (Eternal Sunshine of the Spotless Mind) exploram a amnésia de forma central na trama.
Novelas e séries frequentemente utilizam a amnésia como recurso narrativo para criar mistério e reviravoltas.
Comparações culturais
Inglês: 'amnesia', com uso médico e figurado similar. Espanhol: 'amnesia' ou 'amnésia', também com significados médicos e literários equivalentes. Francês: 'amnésie', termo médico e literário amplamente utilizado. Alemão: 'Amnesie', termo médico.
Relevância atual
A palavra 'amnésia' mantém sua relevância clínica e científica, sendo um termo fundamental em neurologia e psiquiatria. No uso popular, continua a ser um tropo comum na ficção e em discussões sobre memória e identidade pessoal e coletiva.
Origem Etimológica Grega
Antiguidade Clássica — do grego ἀμνησία (amnesia), derivado de ἀμνηστία (amnēstía), que significa 'esquecimento', 'falta de memória', de ἀ- (a-, 'sem') + μνήμη (mnḗmē, 'memória').
Entrada no Português
Século XIX — A palavra 'amnésia' entra no vocabulário médico e científico do português, possivelmente através do francês 'amnésie' ou diretamente do grego via latim médico.
Uso Contemporâneo
Atualidade — Termo amplamente utilizado na medicina (neurologia, psiquiatria) e psicologia para descrever a perda de memória. Também aparece em contextos literários e culturais para evocar a ideia de esquecimento ou perda de identidade.
Do grego amnesia, 'esquecimento'.