anho
Do latim 'agnus'.
Origem
Do latim 'agnellus', diminutivo de 'agnus', que significa cordeiro. A palavra chegou ao português através do latim vulgar.
Mudanças de sentido
Sentido original: cordeiro jovem, especialmente de um ano de idade.
Uso restrito a contextos religiosos (cordeiro pascal) e rurais. O termo 'cordeiro' se torna mais comum para o animal em geral.
A especificidade do 'anho' como animal de um ano o torna menos frequente no uso diário, sendo 'cordeiro' o termo mais abrangente e usual.
Raro no português brasileiro coloquial. Mantém-se em textos religiosos e literários com intenção arcaizante ou específica.
No Brasil, o uso de 'anho' é quase inexistente na fala cotidiana, sendo substituído por 'cordeiro'. A palavra pode aparecer em traduções bíblicas ou em obras que buscam evocar um tom mais antigo ou formal.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como as Cantigas de Santa Maria, que frequentemente mencionam o 'anho' em contextos religiosos e pastoris. (Referência implícita a corpus literários medievais).
Momentos culturais
Presença forte em textos religiosos, simbolizando o sacrifício e a pureza, especialmente o 'Agnus Dei' (Cordeiro de Deus) no cristianismo. (Referência a tradição cristã).
Uso em traduções da Bíblia e em literatura que resgata o vocabulário antigo. (Referência a corpus literários e religiosos).
Comparações culturais
Inglês: 'lamb' (geralmente até 1 ano de idade), 'yearling' (específico para um ano de idade). Espanhol: 'cordero' (geral) ou 'año' (específico para o animal de um ano, menos comum que 'cordero'). Francês: 'agneau'. Italiano: 'agnello'.
Relevância atual
No português brasileiro, 'anho' tem relevância limitada ao contexto religioso e literário formal. No uso cotidiano, foi amplamente substituído por 'cordeiro'. A palavra é mais um vestígio etimológico do que um termo de uso corrente.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'agnellus', diminutivo de 'agnus' (cordeiro). A palavra 'anho' entra no vocabulário português com o sentido de cordeiro jovem.
Uso Medieval e Moderno
Idade Média - Século XIX - Utilizada predominantemente em contextos religiosos e rurais para designar o cordeiro de um ano, especialmente em sacrifícios e na pecuária. O termo 'cordeiro' se torna mais genérico.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX - Atualidade - O termo 'anho' é raramente usado no português brasileiro coloquial, sendo substituído por 'cordeiro' ou 'bezerro' (para animais mais jovens). Mantém-se em nichos específicos como textos religiosos ou literários com intenção arcaizante.
Do latim 'agnus'.