Palavras

apraziam-se

Derivado do verbo 'aprazar' (agradar, contentar) com o pronome reflexivo 'se'.

Origem

Latim

Do latim 'appretiare', que significa 'avaliar', 'estimar', 'dar valor'. O verbo 'aprazar' tem origem no latim vulgar 'appretiare', derivado de 'pretium' (preço, valor).

Mudanças de sentido

Latim Vulgar

Avaliar, estimar, dar valor.

Português Antigo

Considerar digno de agrado, achar bom, satisfazer-se.

Português Moderno

O sentido de 'agradar-se' ou 'sentir-se satisfeito' se consolida, mas o uso da forma 'apraziam-se' torna-se menos frequente no cotidiano.

A transição de 'avaliar' para 'agradar' reflete uma mudança semântica comum em que a atribuição de valor (apreciar algo) evolui para a percepção subjetiva desse valor como algo que traz prazer ou contentamento. O uso reflexivo ('aprazem-se') enfatiza a satisfação interna.

Primeiro registro

Século XIII

Registros de 'aprazar' em textos medievais portugueses, com o sentido de avaliar ou estimar. O sentido de 'agradar' se desenvolve posteriormente.

Momentos culturais

Século XVII-XIX

Frequente em obras literárias de autores como Camões (em sentido mais antigo), Machado de Assis e José de Alencar, onde 'apraziam-se' era usado para descrever o contentamento de personagens em situações formais ou sentimentais.

Atualidade

Pode aparecer em adaptações de clássicos, em paródias ou em contextos que buscam um tom deliberadamente arcaico ou erudito.

Vida emocional

A palavra carrega um peso de formalidade e até de certa nobreza ou erudição. O sentimento associado é de contentamento sereno, satisfação ponderada, e não de euforia.

Vida digital

A forma 'apraziam-se' raramente aparece em buscas cotidianas ou em redes sociais, sendo mais comum em citações de textos antigos ou em discussões sobre a evolução da língua portuguesa.

Comparações culturais

Inglês: O equivalente mais próximo em sentido seria 'they were pleased' ou 'they took pleasure in', mas 'apraziam-se' tem uma conotação mais formal e menos comum no inglês moderno. Espanhol: 'se complacían' ou 'se agradaban', com sentidos similares, mas também com 'apraziam-se' soando mais arcaico ou literário. Francês: 'ils se plaisaient' ou 'ils étaient satisfaits'.

Relevância atual

A forma 'apraziam-se' é considerada formal e, em muitos contextos, arcaica. Sua relevância reside principalmente no estudo da etimologia e da história da língua portuguesa, e em usos literários ou jurídicos específicos. No uso coloquial, foi amplamente substituída por sinônimos mais diretos.

Origem Latina e Primeiros Usos

Século XIII - Deriva do latim 'appretiare', que significa 'avaliar', 'estimar', 'dar valor'. Inicialmente, o verbo 'aprazar' (e suas conjugações) referia-se a avaliar ou estimar algo, com um sentido de atribuição de valor.

Evolução para o Sentido de Agradar

Séculos XIV-XVI - O sentido evolui de 'avaliar' para 'considerar digno de agrado', 'achar bom'. A ideia de atribuição de valor passa a ser aplicada a sentimentos e percepções subjetivas. O verbo 'apraz-se' (reflexivo) começa a ganhar força, indicando que algo agrada a si mesmo.

Consolidação e Uso Literário

Séculos XVII-XIX - O verbo 'aprazar-se' e suas conjugações, como 'apraziam-se', tornam-se comuns na literatura clássica portuguesa e brasileira, frequentemente empregados em contextos formais e literários para expressar contentamento, satisfação ou deleite.

Uso Contemporâneo e Regional

Século XX - Atualidade - O uso de 'apraziam-se' diminui em contextos informais e cotidianos, sendo substituído por sinônimos como 'agradavam-se', 'contentavam-se', 'sentiam-se satisfeitos'. No entanto, a forma ainda é encontrada em textos literários, jurídicos ou em registros mais formais, e pode ser usada com um tom arcaizante ou irônico.

apraziam-se

Derivado do verbo 'aprazar' (agradar, contentar) com o pronome reflexivo 'se'.

PalavrasConectando idiomas e culturas