aproximava-se
Vem do latim 'approximare', que significa 'chegar perto'. A forma '-se' é a partícula pronominal oblíqua enclítica.
Origem
Do verbo latino 'approximare', composto por 'ad' (para, perto) e 'proximus' (o mais perto, próximo). O sentido original é de movimento em direção a algo ou alguém.
Mudanças de sentido
Principalmente 'chegar perto fisicamente'.
Mantém o sentido físico, mas começa a expandir para 'estar perto em tempo' ou 'estar perto em semelhança'.
Abrange 'chegar perto fisicamente', 'estar perto em tempo' (ex: 'o inverno aproximava-se'), 'estar perto em semelhança' (ex: 'o comportamento aproximava-se do de um animal') e 'tornar-se mais provável' (ex: 'a solução aproximava-se').
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e documentos legais, que já utilizavam formas conjugadas do verbo 'aproximar'.
Momentos culturais
Presente em obras de Camões e outros autores, frequentemente com a colocação enclítica do pronome ('aproximava-se').
Utilizado por autores como Machado de Assis, mantendo a norma culta com a enclise.
Aparece em letras de músicas, onde a colocação pronominal pode variar dependendo do estilo e da intenção do compositor.
Vida emocional
A palavra 'aproximava-se' carrega um senso de iminência, antecipação ou inevitabilidade. Pode evocar sentimentos de expectativa, apreensão, esperança ou resignação, dependendo do contexto.
Vida digital
Em buscas online, a forma 'se aproximava' é mais comum no Brasil do que 'aproximava-se', refletindo a preferência pela próclise na fala. Usada em descrições de eventos, notícias e conteúdos literários.
Pode aparecer em memes ou posts de redes sociais de forma irônica ou para descrever situações de forma exagerada.
Representações
Frequentemente usada em diálogos para descrever a chegada de personagens, eventos ou o desenrolar de uma trama, com a colocação pronominal variando entre enclítica e proclítica.
Comparações culturais
Inglês: 'was approaching' (ênfase no gerúndio e na ação contínua). Espanhol: 'se aproximaba' (uso da próclise é a norma padrão). Francês: 's'approchait' (próclise obrigatória). Italiano: 'si avvicinava' (próclise obrigatória).
Relevância atual
A palavra 'aproximava-se' continua sendo um verbo fundamental na língua portuguesa, com seu uso e colocação pronominal refletindo a distinção entre a norma culta escrita e a fala coloquial brasileira. O sentido de iminência e semelhança permanece central.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VIII — Deriva do verbo latino 'approximare', que significa 'chegar perto', formado por 'ad' (para, perto) e 'proximus' (o mais perto, próximo).
Entrada no Português Arcaico e Medieval
Século XIII-XV — A forma 'aproximar' e suas conjugações, como 'aproximava-se', começam a aparecer em textos em português, refletindo o uso do latim vulgar na Península Ibérica. O pronome 'se' é enclítico, posicionado após o verbo.
Evolução no Português Moderno
Século XVI-XIX — A palavra se consolida no vocabulário, com o pronome 'se' mantendo a posição enclítica em contextos formais. O sentido de 'tornar-se semelhante' ou 'estar perto de' se desenvolve.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade — 'Aproximava-se' é amplamente utilizada na literatura, jornalismo e fala cotidiana. A colocação pronominal proclítica ('se aproximava') ganha força no Brasil, especialmente na fala informal, embora a enclítica ainda seja preferida em escrita formal e em Portugal.
Vem do latim 'approximare', que significa 'chegar perto'. A forma '-se' é a partícula pronominal oblíqua enclítica.