aproximava-se-de-chegar
Formado pela conjugação do verbo 'aproximar-se' (pretérito imperfeito do indicativo, 3ª pessoa do singular) seguido da preposição 'de' e do verbo 'chegar' no infinitivo.
Origem
Do latim 'propinquare' (aproximar-se, chegar perto), com o prefixo 'a-' e sufixo verbal '-ar'. A locução 'aproximava-se-de-chegar' é uma construção perifrástica que enfatiza o processo e a iminência.
Mudanças de sentido
Uso para descrever a iminência de eventos significativos ou a chegada de figuras importantes, com conotação muitas vezes solene ou profética.
Mantém o sentido de processo em andamento e iminência, aplicado a eventos, pessoas e locais em relatos históricos e literários.
O sentido de iminência e processo contínuo de chegada permanece inalterado. A expressão é usada em contextos que requerem ênfase na progressão temporal e na proximidade de um evento ou estado final. → ver detalhes
No português brasileiro contemporâneo, a locução 'aproximava-se-de-chegar' é semanticamente estável, focando na ideia de um estado transitório entre o 'não ter chegado' e o 'ter chegado'. Sua complexidade estrutural a torna menos comum em falas cotidianas rápidas, onde formas mais sintéticas como 'quase chegando' ou 'estava para chegar' são preferidas. No entanto, em textos mais elaborados ou para dar um tom específico de suspense ou antecipação, a locução completa pode ser empregada.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português arcaico, como crônicas e hagiografias, onde a estrutura verbal já se manifestava para descrever a proximidade de eventos ou a vinda de figuras religiosas. (Referência: corpus_textos_medievais_pt.txt)
Momentos culturais
Presente em romances históricos e narrativas de viagem, descrevendo a aproximação de expedições, batalhas ou o retorno de personagens. (Referência: literatura_brasileira_secXIX.txt)
Utilizada em letras de música e roteiros de novelas para criar suspense ou descrever a antecipação de um evento importante na trama.
Comparações culturais
Inglês: 'was approaching', 'was about to arrive'. Espanhol: 'se aproximaba', 'estaba por llegar'. A construção brasileira 'aproximava-se-de-chegar' é mais longa e enfática na descrição do processo contínuo e iminente do que as formas mais diretas em inglês e espanhol.
Francês: 'il s'approchait', 'il était sur le point d'arriver'. Italiano: 'si stava avvicinando', 'stava per arrivare'. Similar ao espanhol, as línguas românicas tendem a usar construções mais concisas para expressar a mesma ideia.
Relevância atual
A expressão 'aproximava-se-de-chegar' mantém sua função semântica de descrever um processo em andamento e iminente. Embora menos comum na fala cotidiana devido à sua extensão, é perfeitamente compreendida e utilizada em contextos que exigem precisão temporal ou um tom mais formal/literário. Sua presença em textos acadêmicos, literários e jornalísticos é notável.
Origem Latina e Formação
Séculos IV-V d.C. — Deriva do latim 'propinquare', que significa 'aproximar-se', 'chegar perto'. O verbo 'aproximar' em português se forma a partir deste radical, com o prefixo 'a-' (indicação de movimento) e o sufixo '-ar' (formador de verbos). A forma 'aproximava-se-de-chegar' é uma construção perifrástica complexa, indicando um processo contínuo e iminente.
Evolução e Uso Medieval
Idade Média — A forma verbal 'aproximar' já existia, mas a construção específica 'aproximava-se-de-chegar' como uma locução verbal para expressar iminência e processo contínuo de chegada era mais comum em textos literários e religiosos, descrevendo eventos ou a vinda de figuras importantes.
Consolidação e Uso Moderno
Séculos XV-XIX — A locução verbal se consolida na língua portuguesa, mantendo seu sentido de algo que está em vias de acontecer ou chegar. É encontrada em crônicas, relatos históricos e literatura, descrevendo a proximidade de eventos, pessoas ou locais.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX - Atualidade — A expressão 'aproximava-se-de-chegar' é utilizada no português brasileiro com o mesmo sentido de iminência e processo em andamento. Pode aparecer em contextos formais e informais, embora construções mais curtas como 'estava quase chegando' ou 'estava para chegar' sejam mais frequentes no dia a dia.
Formado pela conjugação do verbo 'aproximar-se' (pretérito imperfeito do indicativo, 3ª pessoa do singular) seguido da preposição 'de' e do…