aquele-que-tem
Construção gramatical a partir do pronome demonstrativo 'aquele', do verbo 'ter' e da conjunção 'que'.
Origem
Deriva da construção latina 'ille qui habet', onde 'ille' (aquele) é um pronome demonstrativo e 'qui habet' (que tem) indica posse ou característica.
A locução se estabelece como uma forma comum de expressar posse ou atribuição de qualidade, mantendo a estrutura do latim.
Mudanças de sentido
Sentido literal de posse ou de possuidor de uma característica. Ex: 'aquele que tem fome'.
Continua com o sentido literal, mas ganha nuances de status social e posse de bens. Ex: 'aquele que tem dinheiro'.
O sentido literal persiste, mas em muitos contextos informais, a expressão pode soar redundante ou ser substituída por formas mais diretas. Ex: 'o dono', 'o que possui'.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e administrativos do português arcaico, onde a locução é utilizada para designar proprietários ou detentores de direitos. (Referência: corpus_documentos_antigos.txt)
Momentos culturais
Presente em obras de Camões e outros autores, frequentemente em contextos que descrevem personagens e suas posses ou atributos.
Utilizada por autores como Machado de Assis e Guimarães Rosa para caracterizar personagens e suas condições sociais ou morais.
Vida digital
A locução 'aquele que tem' raramente aparece isoladamente em buscas digitais, sendo mais comum em frases completas ou em contextos específicos de discussão sobre posse ou direitos.
Não há registros de viralizações ou memes diretamente associados à locução em si, mas sim a conceitos que ela pode representar (ex: 'aquele que tem tudo').
Comparações culturais
Inglês: 'the one who has' ou 'he who has'. Espanhol: 'aquel que tiene'. Ambas as línguas utilizam construções similares para expressar a mesma ideia de posse ou característica.
Francês: 'celui qui a'. Alemão: 'derjenige, der hat'. As estruturas variam, mas o conceito de um pronome demonstrativo seguido de um pronome relativo e o verbo ter é comum.
Relevância atual
A locução 'aquele que tem' mantém sua relevância em contextos formais e literários, onde a clareza e a precisão gramatical são importantes. Em conversas informais, tende a ser substituída por formas mais sintéticas ou por vocabulário mais específico dependendo do objeto da posse.
Em discussões sobre direitos de propriedade, herança ou características pessoais, a expressão ainda é utilizada para definir indivíduos de forma precisa.
Formação do Português
Séculos V-XV — A locução 'aquele que tem' surge como uma construção gramatical comum no português arcaico, derivada do latim 'ille qui habet', referindo-se a posse ou característica inerente.
Evolução Linguística e Uso
Séculos XVI-XIX — A expressão se consolida na língua falada e escrita, mantendo seu sentido literal de posse ou de alguém que possui uma qualidade. É comum em textos literários e documentos oficiais.
Modernidade e Contemporaneidade
Século XX-Atualidade — A locução continua em uso, mas a ênfase se desloca para o contexto de posse de bens materiais ou de status social. Em contextos informais, pode ser substituída por pronomes ou outras construções mais concisas.
Construção gramatical a partir do pronome demonstrativo 'aquele', do verbo 'ter' e da conjunção 'que'.