armarinho
Diminutivo de 'armazém'.
Origem
Do italiano 'armarino', diminutivo de 'arma', originalmente significando um local para guardar armas.
Mudanças de sentido
Expansão do sentido para incluir lojas de miudezas e artigos variados, além do sentido original de local de armas.
Consolidação do sentido de 'loja de merceria', vendendo tecidos, linhas, botões e outros artigos de aviamento.
Predominância do sentido comercial de loja de aviamentos e artesanato. O sentido de local de armas torna-se secundário e mais restrito a contextos específicos.
A palavra 'armarinho' é identificada como 'formal/dicionarizada' no contexto RAG, indicando sua aceitação e uso estabelecido na língua.
Primeiro registro
A entrada da palavra no português ocorre neste período, com a evolução semântica já em curso.
Momentos culturais
O armarinho era um ponto de encontro social e comercial em muitas comunidades, refletido em descrições literárias da época.
A popularização do artesanato e da costura doméstica manteve o armarinho como um estabelecimento relevante.
Comparações culturais
Inglês: 'Haberdashery' (loja de artigos masculinos, incluindo tecidos e acessórios) ou 'Notions store' (loja de miudezas). Espanhol: 'Mercería' (loja de merceria, aviamentos). Francês: 'Mercerie'.
Relevância atual
O termo 'armarinho' mantém sua relevância no comércio de aviamentos, tecidos para artesanato e materiais para costura. Lojas físicas e virtuais continuam a operar sob esta denominação, atendendo a um público que valoriza o 'faça você mesmo' e a customização.
Origem Etimológica
Século XIV - Deriva do italiano 'armarino', diminutivo de 'arma' (armas), referindo-se a um local de guarda de armas. Posteriormente, o sentido se expandiu para 'loja de miudezas'.
Entrada no Português e Evolução
Séculos XV-XVI - A palavra 'armarinho' entra no vocabulário português, mantendo inicialmente o sentido de local de armas e, gradualmente, incorporando o de loja de artigos diversos, especialmente tecidos, linhas e botões. O contexto RAG identifica a palavra como 'formal/dicionarizada'.
Consolidação do Sentido Comercial
Séculos XVII-XIX - O sentido de 'pequena loja de miudezas' se consolida, tornando-se o uso predominante. O armarinho passa a ser um estabelecimento comum em centros urbanos e rurais, vendendo desde tecidos a pequenos objetos de uso doméstico.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade - O termo 'armarinho' continua a ser utilizado para designar lojas de artigos de merceria, aviamentos e artesanato. Em paralelo, o sentido original de 'local de guarda de armas' é menos comum no uso cotidiano, mas ainda pode ser encontrado em contextos históricos ou militares.
Diminutivo de 'armazém'.