arrependamos
Do latim 'rependere', com o prefixo 'ad-'.
Origem
Do latim vulgar 'repaenitere', com o sentido de 'sentir novamente', 'lamentar'. O prefixo 're-' indica intensidade ou retorno.
Mudanças de sentido
Fortemente associado ao arrependimento de pecados e à busca por salvação espiritual.
Expande-se para contextos legais e morais, referindo-se a lamentar ações ou decisões.
Mantém o sentido de lamentação e desejo de mudança, frequentemente em contextos formais ou coletivos.
A forma 'arrependamos' é a primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo, indicando uma ação desejada, hipotética ou incerta, coletivamente. Ex: 'Que nós nos arrependamos de nossos erros'.
Primeiro registro
Registros em textos religiosos e jurídicos medievais em português.
Momentos culturais
Presente em sermões religiosos e documentos oficiais que tratavam de penitência e perdão.
Utilizado em discursos políticos e religiosos que clamavam por mudança social ou moral coletiva.
Vida emocional
Carrega um peso de introspecção, culpa, remorso e a esperança de redenção ou melhora.
Comparações culturais
Inglês: 'Let us repent' (subjuntivo). Espanhol: 'Arrepintamos' (subjuntivo). Ambos compartilham a raiz latina e o uso em contextos religiosos e de lamentação.
Relevância atual
A forma 'arrependamos' é menos comum no dia a dia, sendo mais encontrada em textos formais, litúrgicos, literários ou em discursos que buscam um tom solene ou de apelo coletivo à reflexão e mudança.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século XIII - Deriva do latim vulgar 'repaenitere', que significa 'sentir novamente', 'lamentar'. O prefixo 're-' intensifica a ideia de retorno a um estado anterior de consciência ou sentimento.
Formação no Português Medieval e Clássico
Séculos XIV-XVI - O verbo 'arrepender' e suas conjugações, como 'arrependamos', consolidam-se na língua portuguesa. O uso é predominantemente religioso, associado ao conceito de contrição e perdão divino.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XVII-Atualidade - 'Arrependamos' mantém seu uso formal, especialmente em contextos religiosos e jurídicos. No uso coloquial, o verbo 'arrepender-se' é mais comum, mas a forma subjuntiva 'arrependamos' surge em discursos que pedem ou expressam a necessidade coletiva de mudança de atitude ou lamentação.
Do latim 'rependere', com o prefixo 'ad-'.