arrepiava
Origem incerta, possivelmente relacionada a 'arripiar'.
Origem
Possível origem no latim vulgar *arrīpāre, relacionado a 'arrepio' (do latim *adripare, 'chegar à margem') e 'arripiar' (fazer eriçar).
Derivação do verbo 'arripiar', com a forma verbal 'arrepiava' surgindo na conjugação.
Mudanças de sentido
Sentido primário: eriçar os pelos devido a frio, medo, espanto. Ex: 'O vento frio arrepiava sua pele.'
Expansão semântica: causar forte impressão, admiração, choque ou temor. Ex: 'A história que ele contou arrepiava.' ou 'A beleza da paisagem arrepiava.'
Primeiro registro
Registros em textos literários e crônicas da época, como em obras de Gil Vicente e Fernão Lopes, onde a forma verbal 'arrepiava' já se encontrava em uso.
Momentos culturais
Presente em descrições de cenas dramáticas, de terror ou de grande emoção em romances e poemas.
Utilizada em letras de canções para evocar sentimentos intensos, como em sambas, MPB e outros gêneros.
Vida emocional
Associada a reações fisiológicas e emocionais fortes: medo, admiração, surpresa, calafrio, êxtase.
Comparações culturais
Inglês: 'gave me goosebumps' (literalmente 'me deu pele de galinha'), 'sent shivers down my spine' (sentiu arrepios pela espinha). Espanhol: 'me puso la piel de gallina' (me pôs a pele de galinha), 'me dio escalofríos' (me deu calafrios). Francês: 'donner la chair de poule' (dar a pele de galinha).
Relevância atual
A forma 'arrepiava' mantém sua vitalidade no português brasileiro, sendo utilizada tanto em contextos formais quanto informais para descrever sensações físicas e emocionais intensas, desde o medo até a admiração profunda.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do verbo 'arripiar', com origem incerta, possivelmente do latim vulgar *arrīpāre, relacionado a 'arrepio' e 'arripiar'. A forma 'arrepiava' é a terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo.
Evolução do Uso
Séculos XVI ao XIX — Uso literário e coloquial para descrever o eriçar dos pelos, o medo, o espanto ou o frio. A forma 'arrepiava' era comum em descrições narrativas.
Uso Contemporâneo
Século XX e Atualidade — Mantém o sentido original, mas expande-se para descrever sensações intensas, admiração, ou até mesmo algo chocante ou perturbador. A forma 'arrepiava' continua presente em contextos formais e informais.
Origem incerta, possivelmente relacionada a 'arripiar'.