arriesgara
Possível origem do espanhol 'arriesgara', pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo 'arriesgar'.
Origem
Deriva do verbo 'arriscar'. A origem de 'arriscar' é incerta, com hipóteses ligadas ao latim 'resecare' (cortar) ou ao basco 'riscu' (perigo). 'Arriesgara' é uma forma verbal arcaica (pretérito imperfeito do subjuntivo ou pretérito mais-que-perfeito do indicativo).
Mudanças de sentido
O sentido da forma verbal 'arriesgara' era o mesmo do verbo 'arriscar' em seus tempos e modos correspondentes: expor a perigo, aventurar, tentar.
A forma 'arriesgara' caiu em desuso, tornando-se um arcaísmo. O sentido original do verbo 'arriscar' se mantém nas conjugações modernas, mas a forma específica 'arriesgara' não carrega mais um sentido de uso corrente.
Primeiro registro
Registros em crônicas e documentos da época de formação do português, como as obras de Fernão Lopes ou as crônicas de D. João I, podem conter essa forma verbal. A documentação exata é vasta e dispersa em arquivos históricos portugueses.
Momentos culturais
Presente em textos literários e administrativos que refletem o português da época, como em crônicas históricas e obras de autores como Luís de Camões, embora formas mais modernas do verbo já estivessem em ascensão.
Utilizada em obras literárias que buscam recriar o passado ou em estudos filológicos sobre a evolução da língua portuguesa.
Comparações culturais
Inglês: O inglês possui formas verbais arcaicas que caíram em desuso, como 'spake' (falou) ou 'wrought' (trabalhou), que hoje são encontradas apenas em contextos literários ou históricos. Espanhol: O espanhol também tem formas verbais arcaicas, como o pretérito imperfeito do subjuntivo em '-ra' (ex: 'arriesgara' em espanhol é uma forma válida e corrente), mas a forma específica 'arriesgara' em português é um arcaísmo. Francês: O francês possui formas verbais do passado simples (passé simple) que são raramente usadas na fala cotidiana, restritas à escrita formal e literária, como 'il risqua' (ele arriscou).
Relevância atual
A forma 'arriesgara' não possui relevância no uso corrente do português brasileiro. Sua importância reside no estudo histórico da língua, na filologia e na compreensão de textos antigos. O verbo 'arriscar' e suas conjugações modernas são as formas ativas e relevantes.
Origem e Formação em Portugal
Século XV/XVI — Deriva do verbo 'arriscar', que por sua vez tem origem incerta, possivelmente do latim 'resecare' (cortar) ou do basco 'riscu' (perigo). A forma 'arriesgara' é uma conjugação verbal arcaica ou regional do pretérito imperfeito do subjuntivo ou do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo, comum em textos antigos de Portugal.
Entrada e Uso no Brasil Colonial
Séculos XVI-XVIII — A palavra 'arriesgara' e suas variantes eram utilizadas na escrita formal e informal, refletindo o português falado em Portugal. Sua presença no Brasil está ligada aos textos trazidos pelos colonizadores e à produção literária inicial.
Arcaísmo e Uso Literário
Séculos XIX-XX — Com a evolução da língua portuguesa, 'arriesgara' torna-se uma forma verbal arcaica, raramente usada na fala cotidiana. Seu uso se restringe a contextos literários que buscam evocar um estilo antigo ou a textos históricos.
Uso Contemporâneo e Digital
Atualidade — A forma 'arriesgara' é praticamente inexistente no português brasileiro contemporâneo, exceto em citações diretas de textos antigos ou em discussões filológicas. O verbo 'arriscar' e suas conjugações modernas (arrisquei, arriscaria, arriscasse) são as formas usuais.
Possível origem do espanhol 'arriesgara', pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo 'arriesgar'.