asco

Do latim 'asco', 'ascōris'.

Origem

Latim Vulgar

Deriva do latim vulgar *ascidu*, possivelmente relacionado a *acidus* (azedo, amargo), indicando uma sensação de náusea ou repulsa.

Mudanças de sentido

Idade Média

Sentido primário de náusea, repulsa física e nojo.

Séculos XV-XVIII

Consolidação do sentido de repulsa intensa, aversão e nojo, aplicável a situações físicas e morais.

A palavra é usada para descrever o sentimento provocado por algo sujo, doentio ou moralmente condenável.

Século XIX

Ampliação para incluir desprezo profundo e desdém.

Além do nojo, 'asco' passa a denotar um sentimento de desvalorização extrema em relação a algo ou alguém.

Atualidade

Mantém o sentido de nojo intenso e repulsa, sendo uma palavra formal e dicionarizada.

O uso contemporâneo preserva a carga semântica original de aversão forte, sem grandes ressignificações.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos medievais portugueses, refletindo o uso herdado do latim.

Momentos culturais

Literatura Clássica

Presente em obras literárias para descrever reações de repulsa a personagens, situações ou descrições.

Música e Teatro

Utilizada em letras de música e diálogos teatrais para intensificar a expressão de nojo ou desprezo.

Vida emocional

Associada a emoções negativas fortes como repulsa, aversão e desprezo.

Carrega um peso semântico de intensidade, indicando um sentimento que vai além da simples antipatia.

Comparações culturais

Inglês: 'Disgust' ou 'loathing' capturam o sentido de repulsa intensa. 'Scorn' pode se aproximar do desprezo. Espanhol: 'Asco' é um cognato direto, com sentido idêntico de nojo e repulsa. Francês: 'Dégoût' (nojo) e 'mépris' (desprezo).

Relevância atual

A palavra 'asco' mantém sua relevância como um termo forte para expressar repulsa e nojo em português, tanto na linguagem formal quanto em contextos informais que buscam ênfase.

É uma palavra dicionarizada, compreendida em todo o espectro da lusofonia.

Origem Etimológica

Século XIII — do latim vulgar *ascidu*, possivelmente relacionado a *acidus* (azedo, amargo), com sentido de náusea ou repulsa.

Entrada no Português

Idade Média — A palavra 'asco' entra no vocabulário português, mantendo o sentido de repulsa, nojo e aversão, frequentemente associado a algo desagradável ou repugnante.

Evolução de Sentido

Séculos XV-XVIII — O sentido de nojo e repulsa se consolida, sendo usado em contextos literários e cotidianos para descrever aversão física ou moral. Século XIX — A palavra mantém seu núcleo semântico, mas pode ser empregada em contextos mais amplos de desprezo ou desdém.

Uso Contemporâneo

Atualidade — 'Asco' é uma palavra formal e dicionarizada, utilizada para expressar nojo intenso, repulsa ou profundo desprezo. Mantém sua força semântica original.

asco

Do latim 'asco', 'ascōris'.

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