asco
Do latim 'asco', 'ascōris'.
Origem
Deriva do latim vulgar *ascidu*, possivelmente relacionado a *acidus* (azedo, amargo), indicando uma sensação de náusea ou repulsa.
Mudanças de sentido
Sentido primário de náusea, repulsa física e nojo.
Consolidação do sentido de repulsa intensa, aversão e nojo, aplicável a situações físicas e morais.
A palavra é usada para descrever o sentimento provocado por algo sujo, doentio ou moralmente condenável.
Ampliação para incluir desprezo profundo e desdém.
Além do nojo, 'asco' passa a denotar um sentimento de desvalorização extrema em relação a algo ou alguém.
Mantém o sentido de nojo intenso e repulsa, sendo uma palavra formal e dicionarizada.
O uso contemporâneo preserva a carga semântica original de aversão forte, sem grandes ressignificações.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, refletindo o uso herdado do latim.
Momentos culturais
Presente em obras literárias para descrever reações de repulsa a personagens, situações ou descrições.
Utilizada em letras de música e diálogos teatrais para intensificar a expressão de nojo ou desprezo.
Vida emocional
Associada a emoções negativas fortes como repulsa, aversão e desprezo.
Carrega um peso semântico de intensidade, indicando um sentimento que vai além da simples antipatia.
Comparações culturais
Inglês: 'Disgust' ou 'loathing' capturam o sentido de repulsa intensa. 'Scorn' pode se aproximar do desprezo. Espanhol: 'Asco' é um cognato direto, com sentido idêntico de nojo e repulsa. Francês: 'Dégoût' (nojo) e 'mépris' (desprezo).
Relevância atual
A palavra 'asco' mantém sua relevância como um termo forte para expressar repulsa e nojo em português, tanto na linguagem formal quanto em contextos informais que buscam ênfase.
É uma palavra dicionarizada, compreendida em todo o espectro da lusofonia.
Origem Etimológica
Século XIII — do latim vulgar *ascidu*, possivelmente relacionado a *acidus* (azedo, amargo), com sentido de náusea ou repulsa.
Entrada no Português
Idade Média — A palavra 'asco' entra no vocabulário português, mantendo o sentido de repulsa, nojo e aversão, frequentemente associado a algo desagradável ou repugnante.
Evolução de Sentido
Séculos XV-XVIII — O sentido de nojo e repulsa se consolida, sendo usado em contextos literários e cotidianos para descrever aversão física ou moral. Século XIX — A palavra mantém seu núcleo semântico, mas pode ser empregada em contextos mais amplos de desprezo ou desdém.
Uso Contemporâneo
Atualidade — 'Asco' é uma palavra formal e dicionarizada, utilizada para expressar nojo intenso, repulsa ou profundo desprezo. Mantém sua força semântica original.
Do latim 'asco', 'ascōris'.