associar-se-iam
Do latim 'associāre', com o pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal '-iam' do futuro do pretérito.
Origem
Do verbo latino 'associāre', composto por 'ad-' (a, para) e 'socius' (companheiro, aliado), significando unir, juntar, ligar.
Mudanças de sentido
O sentido fundamental de 'unir' ou 'juntar' permaneceu estável. A evolução se deu mais na complexidade gramatical e na forma de expressar a hipótese ou o futuro condicional, como em 'associar-se-iam'.
Primeiro registro
Embora a forma exata 'associar-se-iam' seja uma conjugação específica, registros de verbos derivados de 'associāre' e suas conjugações no modo subjuntivo condicional remontam a textos medievais portugueses, como crônicas e documentos legais. A forma específica é mais provável em textos literários e gramaticais a partir do século XV.
Momentos culturais
A forma 'associar-se-iam' é encontrada em obras literárias que buscam um registro mais formal ou arcaizante, como em romances históricos, poesia ou textos com pretensão de erudição. Exemplo hipotético: 'Os nobres da época, se tivessem conhecimento, associar-se-iam à revolta.'
Comparações culturais
Inglês: A estrutura correspondente seria 'they would associate themselves' ou 'they would be associated'. A forma verbal em português é mais complexa e aglutinada. Espanhol: 'se asociarían'. O espanhol mantém uma estrutura similar ao português na formação do condicional, mas a forma pronominal é mais direta. Francês: 'ils s'associeraient'. Similar ao espanhol e português na aglutinação do pronome e do tempo verbal.
Relevância atual
A forma 'associar-se-iam' é utilizada em contextos formais, acadêmicos e literários para expressar uma condição hipotética ou futura. Sua relevância reside na precisão gramatical e na capacidade de expressar nuances de tempo e modo, sendo um marcador de um registro linguístico mais elevado e formal no português brasileiro.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VI d.C. — Deriva do verbo latino 'associāre', que significa unir, juntar, ligar. Este, por sua vez, é formado por 'ad-' (a, para) e 'socius' (companheiro, aliado). A forma 'associar-se-iam' é uma conjugação verbal específica do português, refletindo a evolução do latim para o português.
Formação do Português e Primeiros Usos
Séculos XII-XIII — A palavra 'associar' e suas formas conjugadas começam a se consolidar no português arcaico. A forma 'associar-se-iam' é uma construção condicional/futura do subjuntivo, indicando uma ação hipotética ou futura que seria realizada por um sujeito plural, refletindo a gramática latina tardia e a evolução para o português medieval.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XIX-XXI — A forma 'associar-se-iam' continua a ser utilizada na norma culta da língua portuguesa, especialmente em contextos formais, literários e acadêmicos, para expressar uma condição hipotética ou futura envolvendo um sujeito plural. Sua presença é mais comum em textos escritos do que na fala cotidiana, onde formas mais simples podem ser preferidas.
Do latim 'associāre', com o pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal '-iam' do futuro do pretérito.