assumir-se-ia
Derivado do verbo 'assumir' (latim 'assumere') com o pronome reflexivo 'se' e a terminação verbal '-ia' indicando o futuro do pretérito.
Origem
Do latim 'assumere', que significa 'pegar para si', 'tomar', 'adquirir', 'elevar-se'. O verbo 'assumir' em português manteve essa base semântica de tomar algo para si ou para uma posição.
A construção 'assumir-se-ia' é um exemplo de conjugação verbal no futuro do pretérito (condicional) com pronome reflexivo. O pronome 'se' indica que a ação de assumir recai sobre o próprio sujeito, e a terminação '-ia' marca a condição hipotética ou irreal.
Mudanças de sentido
'Assumere' podia significar tanto 'tomar para si' quanto 'elevar-se', 'ascender'. No português, 'assumir' manteve ambos os sentidos, como em 'assumir um cargo' (tomar para si) e 'assumir a liderança' (elevar-se a uma posição).
A forma 'assumir-se-ia' era utilizada para expressar uma ação hipotética ou condicional, frequentemente em contextos de incerteza, promessa ou possibilidade não realizada. Exemplo: 'Se ele tivesse a chance, assumir-se-ia a responsabilidade.'
O sentido principal da forma 'assumir-se-ia' é o de uma ação que seria realizada sob uma condição específica, que pode ou não ter sido cumprida. É uma expressão de potencialidade ou de uma ação que não se concretizou devido a circunstâncias externas ou internas ao sujeito.
Na fala e na escrita informal, a forma 'assumir-se-ia' é raramente usada. O sentido de 'tomar para si' ou 'aceitar uma responsabilidade' é expresso por 'assumiria' (sem o 'se') ou por construções como 'ele ia assumir', 'ele teria assumido'. O 'se' reflexivo é menos comum em construções condicionais no Brasil.
A tendência no português brasileiro é simplificar as construções verbais complexas. A forma 'assumir-se-ia' soa pedante ou arcaica para a maioria dos falantes. Em vez disso, usa-se 'assumiria' (sem o pronome reflexivo) ou outras formas que expressam a ideia de condição de maneira mais direta e menos formal.
Primeiro registro
Registros de textos em latim vulgar e português arcaico que utilizam formas verbais semelhantes, indicando a origem da construção no período de formação da língua portuguesa. A forma exata 'assumir-se-ia' provavelmente aparece em documentos literários e jurídicos a partir do século XIV.
Momentos culturais
A forma 'assumir-se-ia' é encontrada em obras literárias que buscam um registro formal e clássico, como em romances históricos, peças de teatro com linguagem rebuscada ou em traduções de textos antigos. Seu uso contribui para a caracterização de personagens ou para a ambientação em épocas passadas.
Em documentos oficiais, leis, tratados ou discursos de posse, a forma pode ser utilizada para expressar obrigações condicionais ou responsabilidades futuras sob certas circunstâncias, embora seja cada vez mais rara.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente em inglês seria algo como 'he would assume it himself' ou 'it would be assumed by him', dependendo do contexto exato do 'se'. O futuro do pretérito ('would') é usado para expressar a condição hipotética. Espanhol: Em espanhol, a forma seria 'se asumiría' ou 'él se asumiría', utilizando o futuro do pretérito ('asumiría') com o pronome reflexivo 'se'. O uso é similar ao português em termos de expressar hipótese ou condição. Francês: 'il s'assumerait', utilizando o 'conditionnel présent' ('assumerait') com o pronome reflexivo 'se'.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, a forma 'assumir-se-ia' tem relevância quase nula na comunicação cotidiana. Sua presença é restrita a nichos acadêmicos, literários ou a contextos que intencionalmente buscam um registro arcaico ou formal. A tendência é a substituição por formas mais simples e diretas, como 'assumiria' ou outras construções que expressam a ideia de condição.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'assumir' deriva do latim 'assumere', que significa 'pegar para si', 'tomar', 'adquirir'. A forma 'assumir-se-ia' é uma construção verbal hipotética, indicando uma ação que seria realizada sob certas condições, utilizando o futuro do pretérito (condicional) do verbo 'assumir' com o pronome reflexivo 'se' e a desinência de terceira pessoa do singular '-ia'.
Uso Medieval e Moderno
Idade Média - Século XIX - A forma 'assumir-se-ia' e suas variantes eram usadas na escrita formal e literária para expressar hipóteses, obrigações condicionais ou ações que poderiam ter ocorrido. O uso era mais comum em textos jurídicos, religiosos e literários.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX - Atualidade - No português brasileiro, a forma 'assumir-se-ia' é raramente utilizada na fala cotidiana, sendo considerada arcaica ou excessivamente formal. Seu uso é restrito a contextos muito específicos da escrita formal, acadêmica ou literária que buscam um registro mais erudito ou que replicam estilos de épocas passadas. Na comunicação informal, outras construções são preferidas.
Derivado do verbo 'assumir' (latim 'assumere') com o pronome reflexivo 'se' e a terminação verbal '-ia' indicando o futuro do pretérito.