atentava-a
Do latim attentare, 'tentar, experimentar, dirigir a atenção'.
Origem
Deriva do latim 'attentare', que significa 'tentar', 'esforçar-se', 'dirigir a atenção'. A forma verbal 'atentava' é a 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo, e o pronome 'a' é um pronome oblíquo átono enclítico.
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'atentar' era direcionar a atenção, considerar, observar. A forma 'atentava-a' mantinha esse sentido, com o pronome 'a' referindo-se a um objeto ou pessoa a quem a atenção era dirigida.
O verbo 'atentar' expandiu seus significados para incluir 'prestar atenção a', 'dar atenção a', 'considerar', 'observar', 'notar', 'prevenir', 'cuidar'. A forma 'atentava-a' continuou a ser usada com esses sentidos, mas sua frequência diminuiu drasticamente.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos legais da época, onde a ênclise pronominal era a norma gramatical predominante. Exemplo: 'E o rei atentava-a com grande interesse' (hipotético, baseado em padrões da época).
Momentos culturais
Presente em obras literárias que buscavam um registro mais formal e erudito da língua, como em crônicas e romances históricos.
Aparece esporadicamente em obras que recriam ou referenciam o português mais antigo, ou em textos acadêmicos sobre a evolução da língua.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente em inglês seria algo como 'she was paying attention to it/her', onde o pronome vem após o verbo e a preposição. A ênclise pronominal não existe em inglês. Espanhol: Em espanhol, a construção seria 'ella la atendía' ou 'ella le prestaba atención', onde o pronome oblíquo átono (la/le) precede o verbo ou é parte de uma locução verbal. A ênclise como no português 'atentava-a' não é comum para este tipo de construção. Francês: Em francês, seria 'elle y prêtait attention' ou 'elle l'observait', com o pronome antes do verbo ou em construções específicas.
Relevância atual
A forma 'atentava-a' possui relevância quase nula na comunicação cotidiana brasileira. Sua importância reside no estudo da história da língua portuguesa, na análise de textos antigos e na compreensão das mudanças gramaticais que moldaram o português falado e escrito hoje. É um marcador de formalidade extrema ou arcaísmo.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'atentar' deriva do latim 'attentare', que significa 'tentar', 'esforçar-se', 'dirigir a atenção'. A forma 'atentava' surge da conjugação do verbo no pretérito imperfeito do indicativo, e a adição do pronome 'a' enclítico (atentava-a) é uma construção gramatical comum no português arcaico e clássico.
Uso Arcaico e Clássico
Séculos XIV a XVIII - A forma 'atentava-a' era utilizada em contextos formais e literários, referindo-se a uma ação contínua no passado de dirigir a atenção a algo ou alguém, com o pronome 'a' funcionando como objeto direto ou indireto, dependendo do contexto semântico de 'atentar'. Exemplo: 'Ela atentava-a com cuidado'.
Mudança Gramatical e Declínio do Uso
Séculos XIX e XX - Com a evolução da gramática normativa do português, a próclise (pronome antes do verbo) tornou-se mais comum em muitos contextos, e a ênclise (pronome depois do verbo) começou a ser vista como mais formal ou arcaica. A forma 'atentava-a' passou a ser menos frequente na fala cotidiana, sendo mais restrita à escrita formal ou literária.
Uso Contemporâneo e Contexto Atual
Século XXI - A forma 'atentava-a' é raramente utilizada na comunicação oral e escrita informal no Brasil. Seu uso é praticamente restrito a textos literários, estudos de linguística histórica ou em contextos onde se busca intencionalmente um registro arcaico ou formal. A tendência é o uso de 'a atentava' ou 'atentava para ela/isso'.
Do latim attentare, 'tentar, experimentar, dirigir a atenção'.