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autorizou-se-que

Derivado do latim 'auctorizare'.

Origem

Latim Vulgar

Deriva do verbo latino 'autorizare' (dar autoridade, legitimar), com a adição do pronome 'se' (reflexivo/apassivador) e da conjunção integrante 'que', refletindo a evolução sintática do português.

Mudanças de sentido

Séculos XVI - XIX

Significava que uma ação ou permissão foi oficialmente concedida ou sancionada por uma autoridade, com ênfase na ação e no resultado (voz passiva sintética).

Século XX - Atualidade

Tornou-se uma forma arcaica e rara, usada principalmente em contextos históricos ou para conferir um tom deliberadamente formal e erudito.

A construção perdeu sua funcionalidade prática com a simplificação da linguagem e a preferência por estruturas mais diretas como 'foi autorizado que' ou 'autorizaram que'.

Primeiro registro

Século XV

Registros em documentos legais e administrativos da época, como testamentos e cartas de concessão, onde a estrutura sintática era mais elaborada.

Momentos culturais

Séculos XVI - XIX

Presente em textos literários que buscavam retratar a linguagem formal da época, em documentos oficiais e em tratados religiosos ou jurídicos.

Comparações culturais

Inglês: Formas como 'it was authorized that' ou 'authorization was given that' são mais comuns e diretas. Espanhol: Estruturas como 'se autorizó que' ou 'fue autorizado que' são mais usuais e menos complexas que a forma brasileira arcaica. Francês: 'il a été autorisé que' ou 'l'autorisation a été donnée que' seguem um padrão similar de clareza.

Relevância atual

A construção 'autorizou-se-que' é considerada arcaica e raramente utilizada no português brasileiro contemporâneo. Sua relevância reside em estudos de linguística histórica, análise de documentos antigos e em contextos literários que visam a recriação de um registro formal do passado.

Origem Latina e Formação

Século XV - A forma 'autorizou-se-que' é uma construção gramatical que se origina do latim vulgar. O verbo 'autorizare' (dar autoridade, legitimar) deu origem ao português 'autorizar'. A adição do pronome 'se' (reflexivo ou apassivador) e da conjunção integrante 'que' é uma característica da evolução sintática do português.

Uso Formal e Burocrático

Séculos XVI a XIX - A construção 'autorizou-se-que' era comum em documentos legais, administrativos e religiosos, indicando que algo foi oficialmente permitido ou sancionado por uma autoridade, com a voz passiva sintética ('se' + verbo) enfatizando a ação e o resultado.

Declínio e Ressignificação

Século XX a Atualidade - Com a simplificação da linguagem jurídica e administrativa e a ascensão de formas mais diretas, a construção 'autorizou-se-que' tornou-se arcaica e rara no uso cotidiano. Sua presença é hoje restrita a textos históricos ou a um registro deliberadamente formal e erudito.

autorizou-se-que

Derivado do latim 'auctorizare'.

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