avizinhar-me-ei
Derivado do verbo 'avizinhar' (do latim 'vicinus', vizinho) com o pronome reflexivo 'se'.
Origem
Deriva do latim 'vicinus', que significa 'vizinho'. O verbo 'avizinhar' indica o ato de se tornar vizinho, de aproximar-se.
Mudanças de sentido
O verbo 'avizinhar' e sua forma pronominal 'avizinhar-se' sempre indicaram aproximação, seja física (estar perto de) ou figurada (estar próximo de um estado, evento ou perigo).
Uso para indicar proximidade física ou figurada, como em 'avizinhar-se da morte', 'avizinhar-se do fim'.
O sentido original de aproximação se mantém, mas a forma verbal 'avizinhar-me-ei' é tão rara que seu uso pode carregar conotações de formalidade extrema, erudição ou até mesmo ironia, devido à sua obsolescência.
Primeiro registro
Registros da forma verbal 'avizinhar' e suas conjugações, incluindo formas com pronome posposto, podem ser encontrados em textos medievais da língua portuguesa, como em crônicas e obras literárias da época. A forma específica 'avizinhar-me-ei' é uma conjugação esperada para o período, embora a documentação exata de sua primeira ocorrência possa ser difícil de precisar sem um corpus linguístico exaustivo.
Momentos culturais
A forma 'avizinhar-me-ei' seria esperada em obras literárias dos séculos XVI ao XIX, como em Camões, Padre Antônio Vieira ou Machado de Assis (em seus textos mais formais), onde a norma culta da época prezava pela posposição pronominal.
Comparações culturais
Inglês: A forma 'I shall approach' ou 'I will approach' (futuro simples) seria o equivalente mais próximo em termos de tempo verbal e sentido, mas sem a complexidade da posposição pronominal arcaica. Espanhol: 'Me aproximaré' (futuro simples) é a forma padrão e direta, sem equivalentes a construções pronominais arcaicas como a do português. O espanhol também tem a opção de próclise e ênclise, mas a forma 'acercaréme' (ênclise) é mais comum em alguns contextos ou regiões, mas não carrega o peso de arcaísmo como em português. Francês: 'Je m'approcherai' (futuro simples) é a forma equivalente, com o pronome antes do verbo.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, a forma 'avizinhar-me-ei' é obsoleta e raramente utilizada. Seu uso é restrito a contextos acadêmicos, literários de cunho histórico, ou como um recurso estilístico para evocar um tom arcaico ou irônico. A forma preferencial e natural é 'me avizinharei'.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'avizinhar' deriva do latim 'vicinus', que significa 'vizinho'. A forma 'avizinhar-se' surge como um verbo pronominal, indicando a ação de se tornar vizinho ou aproximar-se de algo ou alguém. A conjugação 'avizinhar-me-ei' é uma forma arcaica e formal do futuro do presente do indicativo, com o pronome oblíquo átono 'me' posposto, característica da norma culta mais antiga.
Uso Arcaico e Formal
Séculos XVI a XIX - A forma 'avizinhar-me-ei' e outras construções com pronome posposto eram comuns na escrita formal e literária. O verbo 'avizinhar-se' era usado para indicar aproximação física ou figurada, como 'avizinhar-se da morte' ou 'avizinhar-se do perigo'.
Declínio do Uso e Mudança Sintática
Século XX - Com a evolução da língua portuguesa, especialmente no Brasil, a próclise (pronome antes do verbo) tornou-se mais frequente na fala e na escrita informal. A forma 'me avizinharei' passou a ser a preferencial. A construção 'avizinhar-me-ei' tornou-se rara, restrita a textos de cunho histórico, literário ou a um registro extremamente formal.
Uso Contemporâneo e Contexto
Atualidade - A forma 'avizinhar-me-ei' é considerada arcaica e pedante no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é praticamente inexistente na comunicação cotidiana, sendo encontrada apenas em citações de textos antigos ou em contextos que buscam intencionalmente um tom de erudição ou ironia. A forma mais comum e natural é 'me avizinharei'.
Derivado do verbo 'avizinhar' (do latim 'vicinus', vizinho) com o pronome reflexivo 'se'.