Palavras

blasfemam

Do grego 'blasphemia', pelo latim 'blasphemia'.

Origem

Antiguidade Clássica / Latim Eclesiástico

Do grego 'blasphemia' (difamação, injúria), composto por 'blaptein' (ferir, danificar) e 'pheme' (fama, palavra). Veio para o português via latim eclesiástico.

Mudanças de sentido

Idade Média

Ofensa direta a Deus, divindades ou coisas sagradas. Caráter estritamente religioso.

Período Moderno

Ampliação para linguagem profana, irreverente ou extremamente desrespeitosa, mesmo fora do contexto religioso. → ver detalhes

O sentido se secularizou parcialmente, permitindo que o termo fosse aplicado a qualquer discurso considerado ultrajante ou sacrílego em um sentido mais amplo, como a ofensa a valores morais ou sociais tidos como inabaláveis.

Atualidade

Mantém os sentidos anteriores, mas pode ser usado em discussões sobre limites da liberdade de expressão e censura, ou em contextos literários para evocar um tom de transgressão.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos religiosos e jurídicos medievais em português, refletindo a forte influência da Igreja Católica na sociedade da época.

Momentos culturais

Idade Média

Presente em sermões, hagiografias e textos legais que tratavam de heresia e sacrilégio.

Renascimento e Barroco

Utilizado em obras literárias para denotar transgressão ou para caracterizar personagens irreverentes ou pecaminosos.

Século XX e XXI

Aparece em debates sobre censura, liberdade de expressão e em obras que exploram temas religiosos ou tabus sociais.

Conflitos sociais

Período Colonial e Imperial

A blasfêmia era um crime passível de punição, refletindo a forte moral religiosa da sociedade e o controle social exercido pela Igreja e pelo Estado.

Atualidade

Debates sobre a criminalização da blasfêmia em alguns países e a discussão sobre o que constitui discurso de ódio versus liberdade de expressão.

Vida emocional

Histórico

Associada a sentimentos de indignação, pecado, sacrilégio e ofensa moral. Carrega um peso negativo e de condenação.

Contemporâneo

Pode evocar repulsa em contextos religiosos, mas em outros pode ser vista como um ato de rebeldia ou transgressão, dependendo do contexto e da intenção.

Vida digital

Atualidade

Menos comum em seu uso literal em redes sociais, mas o conceito de 'blasfêmia' ou 'ofensa' aparece em discussões sobre conteúdo viral, cancelamento e polêmicas online. Buscas relacionadas a 'blasfêmia' e 'liberdade de expressão' são frequentes.

Comparações culturais

Universal

Inglês: 'blaspheme' (verbo) / 'blasphemy' (substantivo), com origem grega similar e uso histórico em contextos religiosos e legais. Espanhol: 'blasfemar' (verbo) / 'blasfemia' (substantivo), também com raiz grega e trajetória semântica paralela. Francês: 'blasphémer' (verbo) / 'blasphème' (substantivo), seguindo a mesma linha etimológica e de uso.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'blasfemam' e o conceito de blasfêmia permanecem relevantes em discussões sobre a relação entre religião, moralidade e liberdade de expressão na sociedade contemporânea, especialmente em países com forte tradição religiosa ou em debates sobre secularismo.

Origem Etimológica e Entrada no Português

Século XIII - Deriva do grego 'blasphemia' (blasfêmia, difamação), que por sua vez vem de 'blaptein' (ferir, danificar) e 'pheme' (fama, palavra). Chegou ao português através do latim eclesiástico.

Uso Medieval e Moderno

Idade Média - Usada predominantemente em contextos religiosos para descrever a ofensa a Deus ou a coisas sagradas. Período Moderno - Mantém o sentido religioso, mas expande-se para descrever linguagem ofensiva ou desrespeitosa em geral, mesmo em contextos seculares.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Atualidade - A palavra 'blasfemam' (terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo blasfemar) continua a ser usada em seu sentido original, mas também pode aparecer em contextos literários ou em discussões sobre liberdade de expressão e limites do discurso.

blasfemam

Do grego 'blasphemia', pelo latim 'blasphemia'.

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