cólera

Do grego 'choléra', pelo latim 'choleră'.

Origem

Antiguidade Clássica

Do grego 'choléra' (χολέρα), originalmente relacionado a um fluxo de bile, evoluindo para designar uma doença intestinal aguda e grave. Hipócrates já descrevia sintomas associados.

Mudanças de sentido

Antiguidade Clássica

Referência a um fluxo biliar e a uma doença intestinal.

Século XIX

Passa a ser amplamente associada às pandemias globais, tornando-se sinônimo de uma doença específica e temida.

Século XX - Atualidade

Mantém o sentido médico, mas ganha forte conotação figurada de raiva, fúria e irritação intensa.

O uso figurado é comum em expressões como 'morrer de cólera' ou 'ter cólera de algo', indicando um estado de grande aborrecimento ou indignação.

Primeiro registro

Antiguidade Clássica

Textos médicos gregos antigos, como os de Hipócrates, que descrevem a doença e seus sintomas.

Século XIX

Relatos de médicos e cientistas europeus durante as pandemias que atingiram o continente, registrando a disseminação e os efeitos da doença. A palavra 'cólera' já estava estabelecida em vocabulários médicos.

Momentos culturais

Século XIX

As pandemias de cólera foram eventos marcantes na história social e cultural, inspirando relatos literários e debates sobre saúde pública e saneamento. A doença era vista como um flagelo social.

Século XX - Atualidade

A palavra 'cólera' aparece em obras literárias, filmes e músicas para evocar sentimentos de raiva, desespero ou indignação, tanto em contextos históricos quanto em situações cotidianas.

Conflitos sociais

Século XIX

As epidemias de cólera frequentemente geraram pânico, estigma social contra populações afetadas e debates acirrados sobre as causas da doença (teorias miasmáticas vs. teoria dos germes) e as medidas de controle, muitas vezes associadas a falhas no saneamento básico e à pobreza.

Vida emocional

Século XIX - Atualidade

A palavra carrega um peso histórico de medo e sofrimento devido às epidemias. No uso figurado, evoca emoções intensas de raiva, fúria e indignação, sendo um termo forte para descrever estados emocionais negativos extremos.

Representações

Século XX - Atualidade

A doença 'cólera' é retratada em filmes históricos e dramas médicos. O sentido figurado de 'cólera' (raiva) é frequentemente usado em diálogos de novelas, filmes e séries para intensificar conflitos interpessoais ou descrever a fúria de personagens.

Comparações culturais

Inglês: 'Cholera' (doença) e 'choleric' (temperamento colérico, irascível). Espanhol: 'Cólera' (doença) e 'cólera' (ira, fúria). Francês: 'Choléra' (doença) e 'colère' (raiva, fúria). O uso figurado para raiva é comum em diversas línguas românicas e germânicas.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'cólera' mantém sua relevância tanto no contexto médico, com surtos da doença ainda ocorrendo em algumas regiões do mundo, quanto no uso figurado para descrever estados de intensa raiva e indignação, sendo uma palavra formal e dicionarizada em português brasileiro.

Origem Etimológica e Antiguidade

Do grego 'choléra' (χολέρα), referindo-se a um fluxo biliar, e posteriormente a uma doença intestinal grave. O termo já era conhecido na medicina grega antiga, associado a desequilíbrios humorais.

Entrada na Europa e Primeiras Epidemias

A palavra e a doença ganham proeminência na Europa a partir do século XIX, com as grandes pandemias de cólera que se originaram na Ásia. O termo 'cólera' é adotado em diversas línguas europeias para descrever essa enfermidade devastadora.

Uso Figurado e Contemporâneo

O termo 'cólera' mantém seu sentido original de doença infecciosa, mas também se consolida no uso figurado para expressar fúria, raiva intensa ou irritação extrema. A palavra é formal e dicionarizada, presente em contextos médicos e em linguagem figurada.

cólera

Do grego 'choléra', pelo latim 'choleră'.

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