cancioneiro
Derivado de 'canção' + sufixo '-eiro'.↗ fonte
Origem
Do latim tardio 'cantionem' (canção), acrescido do sufixo '-arius' (relativo a, produtor de), evoluindo para '-eiro' em português. Refere-se a um livro ou compêndio de canções.
Mudanças de sentido
Originalmente, um livro ou manuscrito contendo poemas líricos e canções, especialmente da tradição trovadoresca e religiosa.
Expande-se para abranger o repertório de um compositor, um gênero musical específico (ex: 'cancioneiro popular') ou um conjunto temático de músicas.
A popularização da música gravada e a diversificação de estilos musicais levaram a uma ampliação do uso do termo para além de publicações impressas, englobando coleções musicais em diversos formatos.
Mantém os sentidos anteriores e é aplicado a coleções digitais de músicas, playlists e discografias online.
Primeiro registro
Registros em manuscritos medievais portugueses e galegos, como o Cancioneiro da Ajuda, Cancioneiro da Vaticana e Cancioneiro Colocci-Brancuti, que compilam a poesia lírica galego-portuguesa.
Momentos culturais
Os cancioneiros medievais são pilares da literatura e música da Península Ibérica, documentando a obra dos trovadores.
O 'Cancioneiro Popular Brasileiro' (organizado por Mário de Andrade) e outros projetos de coleta e divulgação da música folclórica e popular brasileira.
O surgimento de cancioneiros de artistas específicos, como o 'Cancioneiro de Chico Buarque' ou 'Cancioneiro de Caetano Veloso', que reúnem suas obras.
Comparações culturais
Inglês: 'Songbook' (livro de canções), 'repertoire' (repertório). Espanhol: 'Cancionero' (equivalente direto, usado para coletâneas medievais e modernas), 'repertorio'. Francês: 'Chansonnier' (trovador, autor de canções; também coletânea).
Relevância atual
A palavra 'cancioneiro' mantém sua relevância como termo formal para coletâneas de canções, tanto em formato físico quanto digital. É um termo comum em estudos literários, musicologia e na indústria musical para se referir a compilações de obras.
Origem e Consolidação em Portugal
Séculos XII-XIII — Derivado de 'canção', com o sufixo '-eiro' indicando coletânea ou produtor. O termo se estabelece no português arcaico, referindo-se a um compêndio de cantigas, especialmente as trovadorescas.
Entrada e Adaptação no Brasil
Período Colonial e Império — O termo 'cancioneiro' chega ao Brasil com a língua portuguesa, mantendo seu sentido original de coletânea de canções. Ganha relevância com a tradição oral e a música religiosa.
Modernização e Diversificação de Sentido
Século XX — Com o advento da indústria fonográfica e a popularização de diversos gêneros musicais, 'cancioneiro' passa a designar não apenas livros, mas também repertórios de artistas específicos, gêneros musicais ou até mesmo um conjunto de canções com um tema comum.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XXI — O termo mantém seus significados tradicionais, mas é amplamente utilizado em plataformas digitais, em referência a playlists, discografias online e coleções de letras de música. A palavra é formal/dicionarizada, conforme indicado pelo contexto RAG.
Derivado de 'canção' + sufixo '-eiro'.