canone-musical
Combinação de 'cânone' (do grego kanṓn, 'vara de medir', 'regra') e 'musical' (relativo à música).
Origem
Do grego 'kanon' (κανών), significando 'vara de medir', 'régua', 'norma', 'princípio'.
Herdou o sentido grego, aplicado a regras (eclesiásticas, literárias, musicais).
Mudanças de sentido
Principalmente regras eclesiásticas e formas musicais.
Forma contrapontística específica (imitação melódica).
Ampliação para 'conjunto de obras/autores exemplares' em qualquer área, incluindo música. No Brasil, o termo 'cânone musical' é menos usual que 'repertório' ou 'obras clássicas'.
A ideia de 'cânone' como um conjunto de obras de referência é mais forte em discussões acadêmicas e teóricas musicais. No uso popular brasileiro, a palavra 'cânone' isoladamente pode remeter a regras gerais ou a um padrão, mas raramente é usada para definir um conjunto específico de músicas ou compositores sem um contexto explicativo.
Primeiro registro
Registros de textos teóricos musicais e documentos eclesiásticos que utilizam o termo 'cânone' para designar regras e formas musicais.
Momentos culturais
Compositores como J.S. Bach exploram o cânone como forma musical complexa em suas obras, elevando seu status técnico e artístico.
Discussões sobre o 'cânone ocidental' em literatura e artes, que influenciam a percepção de 'cânone' em outras áreas, incluindo a música.
Comparações culturais
Inglês: 'Canon' é amplamente utilizado tanto para a forma musical quanto para o conjunto de obras consideradas essenciais ('musical canon'). Espanhol: 'Canon' tem uso similar ao português, sendo 'cánon musical' compreendido, mas 'repertorio' ou 'obras maestras' são mais comuns no dia a dia. Francês: 'Canon' é usado para a forma musical e 'canon' ou 'répertoire' para o conjunto de obras. Alemão: 'Kanon' é a forma musical, e 'Kanone' ou 'Kanon' pode se referir a um conjunto de obras.
Relevância atual
O termo 'cânone musical' é mais relevante em contextos acadêmicos, teóricos e históricos da música. No uso corrente brasileiro, prefere-se 'repertório', 'obras clássicas', 'músicas consagradas' ou 'padrões musicais' para expressar ideias semelhantes.
A discussão sobre o que constitui o 'cânone musical' é um debate contínuo, especialmente no que diz respeito à inclusão de compositores e gêneros historicamente marginalizados. No Brasil, essa discussão, quando ocorre, tende a usar o termo 'cânone' com a ressalva de sua origem estrangeira e a preferência por termos vernáculos.
Origem Grega e Latim
Século IV a.C. - O termo grego 'kanon' (κανών) significava 'vara de medir', 'régua', 'norma' ou 'princípio'. O latim 'canon' herdou esse sentido, aplicando-o a regras eclesiásticas, literárias e musicais.
Entrada no Português e Uso Medieval
Idade Média - A palavra 'cânone' (ou variações) entra no português através do latim, referindo-se principalmente a leis eclesiásticas e, no contexto musical, a regras de composição e formas musicais.
Renascimento e Barroco: Formalização Musical
Séculos XV-XVIII - O termo 'cânone' consolida-se na teoria musical europeia, designando uma forma contrapontística onde uma melodia é imitada por uma ou mais vozes em intervalos de tempo diferentes. Exemplos incluem o cânone de J.S. Bach.
Era Moderna e Contemporânea: Ampliação e Uso Atual
Séculos XIX-Atualidade - O termo 'cânone' mantém seu sentido musical técnico, mas também se expande para 'conjunto de obras ou autores considerados exemplares' em qualquer área, incluindo a música. No Brasil, o termo 'cânone musical' é menos comum que em outras línguas, sendo mais frequente o uso de 'repertório', 'obras clássicas' ou 'padrões musicais'.
Combinação de 'cânone' (do grego kanṓn, 'vara de medir', 'regra') e 'musical' (relativo à música).