cânones
Do latim 'canones', plural de 'canon', que significa 'vara', 'régua', 'norma'.
Origem
Do grego 'kanṓn' (κανών), significando 'cana', 'vara', 'régua', 'medida', 'norma'.
Do latim 'cănōn', herdando o sentido de regra, norma, modelo.
Mudanças de sentido
Sentido original de régua, medida, passando a significar regra ou norma.
Amplamente utilizado para regras eclesiásticas (Direito Canônico) e modelos artísticos/literários.
Expansão para diversas áreas do conhecimento (filosofia, ciência, artes) com o sentido de conjunto de regras, princípios ou obras de referência. Também se refere a modelos estabelecidos, como 'cânones literários' ou 'cânones da beleza'.
Primeiro registro
Registros do uso em textos eclesiásticos e jurídicos em latim medieval, com transposição para línguas vernáculas, incluindo o português.
Momentos culturais
Estabelecimento do Direito Canônico como corpo de leis da Igreja Católica.
Discussões sobre os cânones clássicos de beleza e proporção nas artes.
Debates sobre os cânones literários e a inclusão de novas vozes e perspectivas.
Conflitos sociais
Questionamentos sobre a validade e a exclusividade dos cânones estabelecidos, especialmente em relação a representatividade de gênero, raça e classe em diversas áreas culturais e intelectuais.
Vida emocional
Associada à autoridade, tradição e excelência, mas também pode evocar rigidez, conservadorismo e exclusão quando os cânones são vistos como imutáveis ou limitadores.
Vida digital
Presença em discussões acadêmicas online, artigos sobre teoria literária, direito e história da arte. Menos comum em memes ou viralizações, mantendo um registro mais formal.
Representações
O conceito de cânone é frequentemente abordado em documentários sobre arte, literatura e história, e em discussões acadêmicas dentro de produções audiovisuais.
Comparações culturais
Inglês: 'canon' (mesma origem e sentidos principais, incluindo 'canon law' e 'literary canon'). Espanhol: 'cánon' (idêntico em origem e uso, com destaque para 'Derecho Canónico'). Francês: 'canon' (compartilha a origem e os significados de regra, norma e modelo).
Relevância atual
A palavra 'cânones' continua sendo fundamental para discutir padrões, modelos e regras em diversas áreas do saber e da cultura. Sua relevância se manifesta na crítica aos cânones tradicionais e na proposição de novos modelos, refletindo debates contemporâneos sobre inclusão e diversidade.
Origem Greco-Latina e Entrada no Português
A palavra 'cânones' tem sua raiz no grego 'kanṓn' (κανών), que significa 'cana', 'vara', 'régua', 'medida' ou 'norma'. Do grego, passou para o latim como 'cănōn', mantendo o sentido de regra, norma ou modelo. Sua entrada no português se deu através do latim, provavelmente durante a Idade Média, com a influência da Igreja e do direito romano, que utilizavam o termo para designar regras eclesiásticas e legais.
Consolidação Medieval e Moderna
Na Idade Média, 'cânones' foi amplamente utilizado no contexto religioso para se referir às leis e decretos da Igreja (Direito Canônico) e também em contextos artísticos e literários para designar modelos ou padrões a serem seguidos. Na Idade Moderna, o termo expandiu seu uso para outras áreas do conhecimento, como filosofia, ciência e artes, sempre mantendo o sentido de um conjunto de regras, princípios ou obras de referência.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
No português brasileiro contemporâneo, 'cânones' mantém seu sentido original de regras, normas ou princípios estabelecidos, sendo comum em contextos acadêmicos, jurídicos, religiosos e artísticos. Além disso, o termo é frequentemente usado para se referir a um conjunto de obras ou autores considerados modelo ou referência em determinada área, como os 'cânones literários' ou os 'cânones da beleza'. A palavra é formal e dicionarizada, como indicado no contexto RAG.
Do latim 'canones', plural de 'canon', que significa 'vara', 'régua', 'norma'.