carecimento
Derivado do verbo 'carecer'.
Origem
Do verbo latino 'carere', que significa 'faltar', 'estar sem', 'privar-se de'.
Formado a partir do verbo 'carecer' com o sufixo '-mento', indicando ação ou efeito. A palavra 'carecimento' é formal e dicionarizada, encontrada em corpus linguísticos.
Mudanças de sentido
Originalmente e predominantemente, 'carecimento' refere-se à falta, à privação, à necessidade de algo. O sentido é direto e ligado à ausência.
Usado para expressar carência de bens materiais, afeto, ou mesmo de qualidades morais/espirituais. Ex: 'o carecimento de pão', 'o carecimento de fé'.
O termo é menos comum no dia a dia, sendo substituído por 'necessidade', 'falta', 'carência'. Seu uso pode soar um pouco arcaico ou literário, mas o sentido fundamental de falta permanece.
Primeiro registro
Registros em textos antigos da língua portuguesa indicam o uso do termo, embora a data exata do primeiro registro escrito seja difícil de precisar sem acesso a um corpus histórico exaustivo.
Momentos culturais
Presente em obras literárias dos séculos XVII a XIX, onde a expressividade da carência era frequentemente explorada em descrições de pobreza, sofrimento ou anseios.
Vida emocional
Associado a sentimentos de privação, necessidade, anseio e, por vezes, melancolia ou sofrimento, dependendo do contexto em que a 'falta' é descrita.
Comparações culturais
Inglês: 'Need', 'lack', 'want' (em sentido de carência). Espanhol: 'Necesidad', 'carencia', 'falta'. O conceito de 'carecimento' como uma falta ou necessidade é universal, mas a forma nominal específica 'carecimento' é particular do português.
Relevância atual
A palavra 'carecimento' é formal e dicionarizada, mas seu uso corrente é limitado. Sinônimos como 'necessidade' e 'falta' são mais comuns no vocabulário cotidiano. Pode ser encontrada em textos acadêmicos, literários ou em contextos que buscam um registro mais formal ou arcaizante.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do verbo 'carecer', que por sua vez vem do latim 'carere' (faltar, privar-se de). A forma nominal 'carecimento' surge para designar o estado ou o ato de carecer.
Uso Clássico e Formal
Séculos XVII-XIX — Utilizado em contextos formais e literários para expressar necessidade, falta ou carência de algo, tanto material quanto imaterial. Presente em textos jurídicos e religiosos.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — Mantém o sentido de necessidade e falta, mas com menor frequência em comparação a sinônimos como 'necessidade' ou 'falta'. Pode aparecer em contextos que buscam um tom mais arcaico ou enfático.
Derivado do verbo 'carecer'.