cediamos
Vem do latim 'cedere'.
Origem
Do latim 'cedere', que significa 'ir embora', 'mover-se', 'dar', 'entregar'. A forma 'cediamos' é a conjugação da primeira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo.
Mudanças de sentido
O sentido fundamental de 'dar', 'entregar', 'permitir a passagem' ou 'desistir' permaneceu estável. A forma 'cediamos' sempre se referiu a uma ação passada, contínua ou habitual, realizada por 'nós'. Não houve grandes ressignificações semânticas para a forma verbal em si, mas sim a evolução do uso e a preferência por outras construções no discurso oral.
A principal 'mudança' reside na frequência de uso. No português brasileiro contemporâneo, a construção 'nós cedíamos' é menos frequente na fala cotidiana em comparação com 'a gente cedia' ou o pretérito perfeito 'cedemos'. No entanto, a forma imperfeita é crucial para expressar a continuidade ou a habitualidade de uma ação no passado, algo que o pretérito perfeito não capta.
Primeiro registro
A forma 'cediamos' e suas variantes conjugacionais de 'ceder' já estavam presentes em textos do português arcaico, refletindo a gramática herdada do latim vulgar. Registros em documentos notariais, crônicas e textos religiosos medievais atestam seu uso.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que narram disputas por terras, negociações de paz ou a entrega de poder, onde 'nós cedíamos' indicava uma postura de submissão ou acordo.
Utilizada em romances e contos para descrever situações de conflito social, político ou familiar, onde personagens coletivos ('nós') tomavam a decisão de ceder.
Comparações culturais
Inglês: A forma correspondente seria 'we used to yield' ou 'we were yielding', dependendo do contexto de habitualidade ou continuidade. Espanhol: 'cedíamos' (primeira pessoa do plural do pretérito imperfecto de indicativo do verbo 'ceder'), com sentido e uso gramatical muito similares ao português. Francês: 'nous cédions' (première personne du pluriel de l'imparfait de l'indicatif du verbe 'céder'), também com equivalência direta.
Relevância atual
No português brasileiro, 'cediamos' é uma forma gramaticalmente correta e compreendida, embora menos frequente no discurso oral informal. Sua relevância reside na precisão gramatical para expressar ações passadas contínuas ou habituais, sendo mais comum em textos formais, acadêmicos, literários e em contextos onde a formalidade é exigida. A preferência por 'a gente cedia' no coloquialismo não invalida a existência e o uso da forma 'cediamos'.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'ceder' tem origem no latim 'cedere', que significa 'ir embora', 'mover-se', 'dar', 'entregar'. A forma 'cediamos' é a primeira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo, indicando uma ação contínua ou habitual no passado. Essa conjugação se estabeleceu com a evolução do latim vulgar para o português arcaico.
Uso Medieval e Moderno
Idade Média - Século XIX - A forma 'cediamos' era utilizada em textos literários e documentos oficiais com seu sentido literal de 'nós entregávamos', 'nós cedíamos'. O contexto de uso variava desde a entrega de terras e bens até a concessão de direitos ou a desistência de uma disputa.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX - Atualidade - No português brasileiro, 'cediamos' mantém seu sentido gramatical original. É uma forma verbal menos comum no discurso coloquial cotidiano, que tende a preferir outras construções (como 'a gente cedia' ou o pretérito perfeito 'cedemos'), mas é perfeitamente compreendida e utilizada em contextos formais, literários ou quando se busca uma nuance específica de ação passada contínua ou habitual.
Vem do latim 'cedere'.