celestino
Derivado de 'celeste' (latim 'caelestis', de 'caelum', céu).↗ fonte
Origem
Do latim 'caelestis', significando 'celestial', 'do céu', 'divino'.
Mudanças de sentido
Associado ao divino, ao paraíso, aos anjos e ao firmamento.
Mantém o sentido de 'celestial' em contextos poéticos e religiosos. Adquire um sentido específico na ornitologia para um tipo de pássaro azulado.
Primeiro registro
Registros em textos latinos eclesiásticos que foram incorporados ao português antigo. A entrada formal na língua portuguesa se consolida a partir da Idade Média.
Momentos culturais
Frequente em textos religiosos e na literatura medieval, associado à divindade e à vida após a morte.
Utilizado em poesia para evocar imagens celestiais, divinas e etéreas.
Nome de um papa (Papa Celestino V) e de diversos santos, reforçando a conotação religiosa e de santidade.
Representações
Aparece em poemas e prosas que descrevem paisagens celestiais, sentimentos de elevação espiritual ou a beleza de algo 'divino'.
Pode ser encontrado em letras de músicas com temática religiosa, romântica ou de admiração pela natureza.
O pássaro 'sanhaçu-celestino' ou 'azulão' é frequentemente retratado em documentários sobre a fauna brasileira e em ilustrações científicas.
Comparações culturais
Inglês: 'celestial' (mesma origem latina, mesmo sentido principal). Espanhol: 'celestial' (mesma origem latina, mesmo sentido principal). Francês: 'céleste' (mesma origem latina, mesmo sentido principal). Italiano: 'celeste' (mesma origem latina, mesmo sentido principal).
Relevância atual
A palavra 'celestino' mantém sua relevância em contextos literários, religiosos e poéticos. No Brasil, o termo é amplamente conhecido no âmbito da ornitologia para identificar o pássaro azulão, sendo um termo comum entre observadores de aves e entusiastas da natureza.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'caelestis', que significa 'celestial', 'do céu'. A palavra entrou no português através do latim eclesiástico, com o sentido de 'divino' ou 'celestial'.
Evolução de Sentido e Uso
Idade Média ao Século XIX - Utilizada predominantemente em contextos religiosos e poéticos para descrever o que é divino, etéreo ou pertencente ao firmamento. O sentido de 'celestial' se mantém forte.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX e Atualidade - Mantém o sentido de 'celestial' em contextos formais e literários. Ganha um uso específico na ornitologia para designar o pássaro da família Thraupidae (Tangara sayaca), conhecido popularmente como 'sanhaçu-celestino' ou 'azulão'.
Derivado de 'celeste' (latim 'caelestis', de 'caelum', céu).