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cessar-o-monopolio

Composição por justaposição de verbos e substantivos, com intenção de formar um conceito.

Origem

Latim e Grego

A palavra 'cessar' deriva do latim 'cessare' (parar, deixar, suspender). 'Monopólio' tem origem grega, de 'monopolion', que significa 'direito exclusivo de vender', composto por 'monos' (único) e 'polein' (vender).

Mudanças de sentido

Período Colonial e Imperial

Restrito a privilégios concedidos pela Coroa, como o monopólio do pau-brasil ou do comércio de determinados produtos. 'Cessar o monopólio' significava a revogação desses privilégios.

Século XX - Desregulamentação

Expansão para debates sobre a quebra de monopólios estatais em setores como telecomunicações, energia e mineração, visando a abertura para a concorrência privada.

Atualidade

Aplicação em discussões sobre práticas anticompetitivas de empresas privadas, concentração de mercado e a necessidade de diversificação em diversos setores, incluindo o digital e o de mídia. Pode ser usado metaforicamente para quebrar o controle de ideias ou acesso.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em documentos oficiais e legais da época colonial que tratam da concessão e revogação de privilégios comerciais exclusivos. Referência: corpus_documentos_coloniais.txt

Momentos culturais

Anos 1990

Debates intensos sobre a privatização de estatais e a abertura econômica do Brasil, onde a expressão 'cessar o monopólio' era frequentemente empregada em discursos políticos e na mídia para justificar essas reformas. Referência: debates_politicos_anos90.txt

Anos 2010 - Atualidade

Discussões sobre a concentração de poder em grandes empresas de tecnologia (Big Techs) e a necessidade de regulamentação para 'cessar o monopólio' de dados e plataformas digitais.

Conflitos sociais

Período de Privatizações (Anos 1990)

Conflitos entre defensores da privatização, que viam o 'cessar o monopólio' como sinônimo de eficiência e progresso, e críticos que alertavam para a perda de soberania e o aumento da desigualdade social.

Atualidade

Debates sobre a regulação de mercados dominados por poucas empresas, envolvendo discussões sobre justiça econômica, acesso a bens e serviços, e o poder de influência dessas corporações na sociedade.

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

A expressão é utilizada em artigos de blogs, notícias online, fóruns de discussão e redes sociais para debater a concentração de mercado em setores como tecnologia, mídia e finanças. Aparece em hashtags relacionadas a 'anticompetição', 'regulamentação' e 'mercado justo'.

Comparações culturais

Geral

Inglês: 'to end the monopoly', 'to break the monopoly'. Espanhol: 'poner fin al monopolio', 'romper el monopolio'. O conceito é universal, mas a construção exata da frase varia. Em francês, seria 'mettre fin au monopole'. Em alemão, 'das Monopol beenden' ou 'das Monopol brechen'. A estrutura em português, com 'cessar' + 'o monopólio', é direta e reflete a origem latina e grega dos termos.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'cessar o monopólio' mantém sua relevância em discussões sobre a estrutura de mercados, a necessidade de concorrência e a regulação econômica. É um termo chave em debates sobre políticas públicas que visam garantir um ambiente de negócios mais equitativo e a proteção do consumidor contra práticas abusivas de empresas com poder de mercado excessivo.

Formação e Primeiros Usos

Século XVI - Início do século XX: A expressão 'cessar o monopólio' surge como uma construção direta do português, combinando o verbo 'cessar' (do latim 'cessare', parar, deixar) com o substantivo 'monopólio' (do grego 'monopolion', direito exclusivo de vender). Inicialmente, seu uso era restrito a contextos formais, legais e econômicos, referindo-se à extinção de privilégios comerciais exclusivos concedidos pela Coroa ou por outras autoridades. O foco era a ação de acabar com um controle único sobre um bem ou serviço. Referência: corpus_historico_linguistico.txt

Expansão e Ressignificação

Século XX - Anos 1990: Com o avanço das políticas de desregulamentação e a abertura de mercados no Brasil, a expressão ganha maior visibilidade e frequência. Começa a ser utilizada em debates públicos sobre a quebra de monopólios estatais (como o de telecomunicações e petróleo) e a promoção da concorrência. O termo se torna mais comum em notícias, artigos de opinião e discursos políticos. Referência: noticias_economia_brasil.txt

Uso Contemporâneo e Digital

Anos 2000 - Atualidade: A expressão 'cessar o monopólio' mantém seu sentido original, mas sua aplicação se expande para além dos grandes monopólios estatais. É usada em discussões sobre práticas anticompetitivas de empresas privadas, a necessidade de diversificação em setores dominados por poucas companhias, e até mesmo em contextos mais figurados, como a quebra de 'monopólios' de ideias ou de acesso à informação. Na era digital, a expressão aparece em artigos de análise de mercado, debates em redes sociais e em conteúdos que discutem a democratização de setores. Referência: corpus_digital_portugues.txt

cessar-o-monopolio

Composição por justaposição de verbos e substantivos, com intenção de formar um conceito.

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