cessariam-de-possuir
Formado pela conjugação do verbo 'cessar' (do latim 'cessare') com a preposição 'de' e o verbo 'possuir' (do latim 'possidere').
Origem
Deriva do latim 'cessare' (parar, deixar de fazer) e 'possidere' (ter em poder, dominar), com a preposição 'de' e a conjugação no futuro do pretérito do indicativo.
Mudanças de sentido
Indica uma ação hipotética ou irreal no passado, que deixaria de ocorrer sob uma condição específica. Ex: 'Se tivessem mais recursos, eles cessariam de possuir tais terras.'
O sentido se mantém, mas a construção completa 'cessariam de possuir' é gradualmente substituída por formas mais sintéticas e de uso mais corrente, como 'deixariam de possuir'.
Primeiro registro
Registros em documentos legais e textos literários que já demonstram a conjugação verbal consolidada no português arcaico, refletindo o uso do latim vulgar.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de cunho histórico ou jurídico, onde a precisão gramatical e a formalidade eram essenciais. Ex: Tratados de posse de terra, crônicas históricas.
Comparações culturais
Inglês: 'would cease to possess'. Espanhol: 'cesarían de poseer'. Ambas as línguas mantêm construções verbais similares para expressar a mesma ideia condicional e temporal.
Relevância atual
A forma verbal completa 'cessariam de possuir' é raramente utilizada no português brasileiro contemporâneo, sendo considerada arcaica ou excessivamente formal. O uso corrente prefere 'deixariam de possuir' ou 'parariam de possuir'. Sua relevância reside no estudo da evolução gramatical e na compreensão de textos antigos.
Formação do Português
Séculos XII-XIII — A forma verbal 'cessariam de possuir' se consolida com a gramática do português arcaico, derivada do latim vulgar. 'Cessar' vem do latim 'cessare' (parar, deixar de fazer). 'De' é preposição. 'Possuir' vem do latim 'possidere' (ter em poder, dominar). A conjugação no futuro do pretérito (condicional) indica uma ação hipotética ou irreal no passado.
Período Clássico e Moderno
Séculos XVI-XVIII — A forma 'cessariam de possuir' é utilizada em textos literários e jurídicos, mantendo seu sentido original de uma ação que deixaria de ocorrer sob condição. O uso é formal e restrito a contextos específicos.
Período Contemporâneo
Séculos XIX-XXI — A forma verbal completa 'cessariam de possuir' torna-se rara no uso corrente, sendo substituída por construções mais simples como 'deixariam de possuir' ou 'parariam de possuir'. A forma original é encontrada predominantemente em textos históricos, jurídicos ou em citações formais.
Formado pela conjugação do verbo 'cessar' (do latim 'cessare') com a preposição 'de' e o verbo 'possuir' (do latim 'possidere').