cheio-de-fumaca
Composição de 'cheio' (do latim 'plenus') e 'fumaça' (do latim 'fumus').
Origem
Composição a partir de 'cheio' (do latim plenus, 'completo', 'saturado') e 'fumaça' (do latim fumus, 'fumaça'). A estrutura é uma forma adjetiva composta que indica saturação de um elemento.
Mudanças de sentido
Sentido primariamente literal: descrevendo espaços físicos saturados de fumaça, como em incêndios, chaminés ou ambientes com pouca ventilação.
Sentido figurado emergente: pode descrever situações de incerteza, confusão, falta de clareza ou até mesmo um ambiente 'pesado' ou opressivo, embora menos comum que o sentido literal.
O uso figurado é menos frequente e mais contextual. Em vez de 'cheio-de-fumaca', termos como 'nebuloso', 'confuso' ou 'obscuro' são mais comuns para o sentido figurado. A expressão mantém sua força na descrição literal de ambientes enfumaçados.
Primeiro registro
Registros em textos literários e crônicas descrevendo cenas com fumaça intensa, como em batalhas ou eventos naturais. A forma composta 'cheio de fumaça' já existia, e a aglutinação em 'cheio-de-fumaca' se consolida nesse período.
Momentos culturais
Presença em descrições de paisagens urbanas industriais ou cenas de guerra na literatura romântica e realista, onde a fumaça era um elemento visual marcante.
Uso em descrições de bares, salões de fumo ou cenas pós-combate em filmes e literatura, reforçando a imagem de ambientes saturados de fumaça de cigarro ou pólvora.
Comparações culturais
Inglês: 'smoky' ou 'full of smoke'. Espanhol: 'lleno de humo'. A estrutura composta é similar em várias línguas românicas e germânicas, focando na saturação do elemento 'fumaça'.
Relevância atual
A expressão 'cheio-de-fumaca' mantém sua relevância primariamente no sentido literal, para descrever ambientes com alta concentração de fumaça, como em churrascos, incêndios ou locais com poluição visível. O uso figurado é raro e específico.
Formação e Composição
Século XVI - Formação a partir da junção do substantivo 'fumaça' (do latim fumus) com o adjetivo 'cheio' (do latim plenus). A estrutura 'cheio de X' é comum para indicar saturação.
Uso Literário e Descritivo
Séculos XVII a XIX - Utilizado em textos literários e descritivos para evocar ambientes carregados de fumaça, como cenas de batalha, incêndios ou ambientes internos com lareiras e velas.
Uso Figurado e Moderno
Século XX em diante - A expressão começa a ser usada de forma mais figurada, embora o sentido literal de 'repleto de fumaça' permaneça. Pode descrever situações confusas, obscuras ou com pouca visibilidade.
Composição de 'cheio' (do latim 'plenus') e 'fumaça' (do latim 'fumus').