Palavras

cientificarem-se

Derivado de 'científico' + sufixo verbal '-ar' + pronome reflexivo 'se'.

Origem

Século XVI

Formada a partir de 'ciência' (latim scientia, 'conhecimento') + sufixo '-ificar' (latim -ficare, 'fazer', 'tornar') + pronome reflexivo 'se'. Indica o ato de tornar científico ou de adquirir conhecimento científico.

Mudanças de sentido

Século XVI

Sentido inicial de 'tornar científico' ou 'adquirir conhecimento científico'.

Séculos XVII-XIX

Uso associado à consolidação da ciência moderna, indicando a adoção de métodos e saberes científicos.

Século XX-Atualidade

Refere-se à necessidade de alinhamento com o rigor científico, adoção de práticas baseadas em evidências e busca por objetividade. → ver detalhes

Em contextos contemporâneos, 'cientificarem-se' pode ser usado para descrever a evolução de áreas do conhecimento que buscam maior rigor metodológico, a adaptação de políticas públicas a dados científicos, ou o processo pelo qual indivíduos ou grupos buscam fundamentar suas ações em conhecimento científico comprovado, distanciando-se de crenças ou achismos.

Primeiro registro

Século XVI

A forma verbal 'cientificar' e suas conjugações, incluindo a pronominal, começam a aparecer em textos da época, acompanhando a expansão do vocabulário científico em português. (Referência: Corpus de Textos Históricos da Língua Portuguesa)

Momentos culturais

Séculos XVII-XVIII

Textos de divulgação científica e filosófica que discutem a natureza do conhecimento e a importância do método científico para a sociedade.

Século XIX

Debates sobre a cientificidade de novas áreas do saber, como a psicologia e a sociologia, onde a ideia de 'cientificarem-se' era central.

Século XX

Discussões sobre a objetividade científica e a neutralidade do pesquisador, influenciando o uso da palavra em contextos acadêmicos.

Comparações culturais

Inglês: 'to become scientific', 'to scientificate' (menos comum). Espanhol: 'cientificarse'. A raiz latina 'scientia' e o sufixo '-ficare' são comuns em diversas línguas românicas, levando a formações verbais similares. O conceito de 'tornar-se científico' é universal na expansão do conhecimento ocidental.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'cientificarem-se' mantém sua relevância em debates sobre a credibilidade da informação, a importância da educação científica e a necessidade de fundamentar decisões em evidências. É um termo técnico usado em discussões acadêmicas, políticas e sociais que visam a objetividade e o rigor.

Origem e Formação

Século XVI - Derivação do termo 'ciência' (do latim scientia, 'conhecimento') com o sufixo '-ificar' (do latim -ficare, 'fazer', 'tornar') e o pronome reflexivo 'se'. A forma verbal 'cientificar' surge para indicar o ato de tornar algo científico ou de adquirir conhecimento científico. A forma pronominal 'cientificarem-se' aparece posteriormente, indicando a ação reflexiva ou recíproca.

Consolidação e Uso

Séculos XVII-XIX - O termo 'científico' ganha força com o desenvolvimento da ciência moderna. A forma verbal 'cientificar' e suas conjugações, incluindo 'cientificarem-se', passam a ser usadas em contextos acadêmicos e de divulgação científica para descrever o processo de adoção de métodos e conhecimentos científicos.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade - A palavra 'cientificarem-se' é utilizada em contextos formais e acadêmicos, referindo-se à necessidade de instituições, processos ou indivíduos se alinharem com o rigor e os métodos da ciência. Pode aparecer em discussões sobre a cientificidade de áreas do saber, a adoção de práticas baseadas em evidências ou a busca por conhecimento objetivo.

cientificarem-se

Derivado de 'científico' + sufixo verbal '-ar' + pronome reflexivo 'se'.

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