Palavras

coberto-de-mato

Composto de 'coberto' (particípio passado de cobrir) e 'mato' (vegetação selvagem).

Origem

Séculos XVI-XVII

Formada pela junção do particípio passado do verbo 'cobrir' (coberto) com o substantivo 'mato', referindo-se a vegetação densa e selvagem. A estrutura 'coberto de X' é comum na formação de adjetivos compostos em português.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XVII

Sentido literal: área coberta por vegetação densa e selvagem, matagal.

Século XX-Atualidade

Pode adquirir sentido figurado: algo em desordem, abandonado ou em estado selvagem, sem controle. → ver detalhes TEXTO_EXPANDIDO

Em contextos mais recentes, 'coberto-de-mato' pode ser usado para descrever um lugar negligenciado, um projeto abandonado ou até mesmo uma pessoa que se deixou descuidar. A ideia de 'selvageria' e 'falta de cuidado' se sobrepõe à descrição puramente geográfica.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em crônicas de viagem e descrições de terras recém-colonizadas no Brasil, descrevendo a paisagem natural. (Referência implícita em corpus_historico_linguistico_brasil.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Presente em descrições da natureza brasileira na literatura romântica, evocando o 'selvagem' e o 'exótico'.

Século XX

Utilizado em obras que retratam a vida rural ou a exploração de áreas remotas.

Atualidade

Aparece em canções e poemas que buscam evocar a natureza intocada ou a decadência de espaços.

Conflitos sociais

Período Colonial

A expressão pode estar associada à dificuldade de acesso e controle de terras por parte dos colonizadores, contrastando com áreas 'civilizadas' ou 'cultivadas'.

Atualidade

Em discussões sobre preservação ambiental, 'coberto-de-mato' pode ser visto tanto como um ecossistema valioso quanto como um obstáculo ao desenvolvimento.

Vida emocional

Séculos XVI-XIX

Evoca sentimentos de mistério, perigo, vastidão e natureza intocada.

Século XX-Atualidade

Pode carregar conotações de abandono, negligência, desordem ou, em contrapartida, de refúgio natural e primitivo.

Vida digital

Atualidade

Menos comum em buscas diretas, mas aparece em contextos de descrições de locais em redes sociais, blogs de viagem e fóruns sobre natureza ou jardinagem.

Atualidade

Pode ser usada em memes ou posts irônicos para descrever desorganização pessoal ou de um ambiente.

Representações

Século XX

Cenários de filmes e novelas que retratam a vida no campo, a mata atlântica ou a Amazônia.

Atualidade

Documentários sobre ecossistemas e biodiversidade frequentemente descrevem áreas 'cobertas de mato'.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'overgrown', 'jungle', 'bushland'. Espanhol: 'maleza', 'jungla', 'monte'. A ideia de vegetação densa e selvagem é universal, mas a construção da locução em português é específica. O inglês 'overgrown' foca no crescimento excessivo, enquanto 'jungle' e 'bushland' remetem a tipos específicos de vegetação densa. O espanhol 'maleza' é um termo genérico para vegetação indesejada, 'jungla' para floresta tropical densa e 'monte' para vegetação arbustiva ou florestal.

Relevância atual

Atualidade

A locução 'coberto-de-mato' mantém sua relevância descritiva para paisagens naturais e rurais no Brasil. Sua carga semântica pode ser explorada em contextos literários, artísticos e até mesmo em discussões sobre a relação do homem com a natureza e o abandono de espaços.

Formação e Primeiros Usos

Séculos XVI-XVII — Formação da locução a partir de 'coberto' (particípio passado de cobrir) e 'mato' (vegetação rasteira e densa). Uso inicial para descrever áreas de difícil acesso e pouca intervenção humana.

Consolidação e Uso Regional

Séculos XVIII-XIX — A locução se consolida no vocabulário brasileiro, especialmente em regiões com grande cobertura vegetal. Passa a ser usada em descrições geográficas e relatos de viagem.

Uso Contemporâneo e Ressignificação

Século XX-Atualidade — A locução mantém seu sentido original, mas também pode ser usada metaforicamente para descrever situações de desordem ou abandono. Ganha espaço em contextos literários e artísticos.

coberto-de-mato

Composto de 'coberto' (particípio passado de cobrir) e 'mato' (vegetação selvagem).

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